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Líder do governo na Câmara diz que 'luta está apenas começando'

(Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados) - Líder do governo na Câmara diz que 'luta está apenas começando'
(Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), avaliou nesta segunda-feira, 18, que a "luta está apenas começando", após a derrota de ontem com a aprovação de admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). "Dissemos à presidente Dilma que estamos firmes para continuar a luta e seguimos nas ruas. Vamos tentar barrar o golpe no Senado, pois a luta está apenas começando e há um longo período de disputa política", disse o líder do governo, após participar de uma reunião com um total de 23 lideranças de partidos aliados com a presidente, no final da manhã de hoje.

De acordo com o deputado, a presidente se mostrou otimista, com "um impressionante astral bom". Guimarães evitou comentar a estratégia do governo para o trabalho no Senado, mesmo indagado se seria diferente da adotada e derrotada na Câmara. "Estratégia a gente não divulga; vamos trabalhar para mudar no Senado", afirmou.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi mais enfática e avaliou que a "Câmara se desnudou diante da opinião pública na votação de ontem e a instabilidade política aumentou" após a decisão. Já o vice-líder do governo, Silvio Costa (PTdoB), reafirmou que "ontem foi dia que não deveria ter existido na democracia brasileira" e retomou os ataques ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Cunha é um psicopata e já deveria estar internado em Curitiba há muito tempo, pois foi citado por (Nestor) Cerveró na Lava Jato. Repito que quem ganhou ontem foi o PCC, Partido da Corja do Cunha, e faço um apelo para que o Supremo Tribunal Federal (STF) o tire da Câmara", disse.

Costa, um dos parlamentares mais abatidos após a derrota do governo ontem, afirmou que, se o Senado ratificar a decisão da Câmara, irá fazer oposição a um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Entre os presentes ao encontro, estavam os ex-ministros Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), que deixaram os cargos para voltar à Câmara e votar contra o impeachment. Os dois não falaram com os jornalistas.