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Líderes partidários reagem com surpresa à decisão de afastamento de Cunha

Líderes partidários foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira, 5, com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, de afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato parlamentar e do comando da Casa.

O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), disse que o pleno do STF ainda precisa confirmar a decisão liminar, caso contrário pode configurar interferência de um poder sobre outro. "É uma decisão monocrática que deverá ser confirmada pelo pleno. O afastamento de um deputado ou presidente da Câmara pode ser, sim, uma interferência sem o julgamento do pleno. Mas temos de ter cautela", ponderou.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que o STF "tardou mas não falhou", e disse esperar que a Casa esteja livre da "figura nefasta" do peemedebista. "Eduardo Cunha é incompatível com a função parlamentar e com a direção da Casa", declarou.

O deputado disse ver com naturalidade a decisão da Corte, que entendeu a "suprema gravidade" da situação da Câmara. Em sua avaliação, o STF demorou porque Teori é um ministro cauteloso. Agora, a expectativa é que o processo disciplinar no Conselho de Ética ande, uma vez que ao perder seu poder, Cunha também deve perder o apoio interno na Casa.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), afirmou que a medida já era esperada há muito tempo pelo País, que Cunha abusava do poder e usou a presidência para fazer pressão interna e externa. "Não há interferência do STF", ponderou.

Aliados

O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), deixou a residência oficial da Câmara dos Deputados, onde estava reunido com o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na manhã desta quinta-feira. Paulinho não falou com a imprensa. O deputado Benjamin Maranhão (SD-PB), que também estava reunido com Cunha, já deixou o local.