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Líderes pró-impeachment repudiam declarações de Dilma a jornalistas estrangeiros

Lideranças pró-impeachment divulgaram nota de repúdio às declarações feitas na manhã desta terça-feira, 19, pela presidente Dilma Rousseff a jornalistas estrangeiros no Palácio do Planalto.

Representantes do PMDB, PSDB, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, SD, PTN, PSC, PPS, PV, Pros e PSL, em nome de seus partidos, dizem na nota repudiar "de forma veemente o triste espetáculo que a Nação assistiu, na manhã desta terça-feira, encenado pela sra. presidente da República". Para os parlamentares, Dilma "procurou desqualificar a soberana decisão da Câmara dos Deputados do Brasil".

Em entrevista a jornalistas estrangeiros mais cedo, Dilma retomou as críticas ao processo de impeachment contra ela. "Estou sendo vítima de um processo baseado em uma flagrante injustiça e fraude jurídica e política e, ao mesmo tempo, de um golpe. O Brasil tem um veio golpista adormecido", afirmou.

A nota diz que Dilma "insistiu no erro" de classificar a decisão de "ilegal e golpista", "omitindo propositadamente que o rito do impeachment foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos julgamentos das inúmeras e frustradas tentativas de seu governo de impedir a atuação do Poder Legislativo".

O texto salienta a aprovação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e afirma que, no Senado, ela poderá novamente se defender. "A sra. presidente da República desconsidera que está sendo acusada de ter cometido um dos maiores crimes que podem ser praticados por uma mandatária, já que a vítima, no caso, é toda a nação", diz a nota, que completa afirmando que Dilma, para defender-se, "inverte sua posição de autora em vítima".

"A vã tentativa de vitimização não encontra amparo no relatório da Comissão Especial, na decisão do plenário da Câmara dos Deputados, nas decisões do STF, na realidade dos fatos e na soberana vontade da ampla maioria da população brasileira", diz o texto. A nota foi lida pelo deputado André Moura (PSC-SE).