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MBL e VPR vão à Justiça para não dividir orla de Copacabana com ato pró-Dilma

Os grupos favoráveis ao impeachment não aceitaram dividir o espaço da orla de Copacabana com defensores da permanência da presidente Dilma Rousseff, no domingo. O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua cogitam entrar com mandado de segurança para que a avenida Atlântica fique reservada a quem pede a saída da presidente. A decisão de manter atos antagônicos no mesmo local foi comunicada na manhã desta sexta-feira, 15, aos organizadores dos eventos.

O MBL e o Vem Pra Rua alegam que apresentaram primeiro um ofício solicitando o espaço para instalar telões e acompanhar a votação do impeachment, marcada para começar às 14h. No entanto, o governador Francisco Dornelles e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, decidiram em reunião na quinta-feira que o evento a favor do impeachment será das 15h às 19h.

"Foi uma decisão imposta e não concordamos. Vamos consultar nosso advogado agora e estudar qual medida tomaremos. A manifestação deles é ilegal pois a Constituição não permite que um protesto frustre outro previamente marcado", disse Adriana Baltazar, do Vem Pra Rua.

Para a Frente Brasil Popular, a decisão garante a liberdade de manifestação e o acesso ao espaço público. "O acordo ficou bom. Nós vamos começar mais cedo e caminhar em uma direção. Eles vão iniciar mais tarde e vão ficar na outra ponta da praia", afirmou José Carlos Madureira, diretor da CTB e integrante da Frente Brasil Popular.

A concentração do movimento contra o impeachment começará às 9h no Posto 3 e terminará às 13h no Posto 1, no início do Leme. Ficou acertado que os manifestantes da Frente Brasil Popular não poderão fechar a avenida Princesa Isabel, que liga Copacabana à Botafogo. Após o encerramento do ato, os defensores da presidente Dilma seguirão para a Lapa, no Centro, onde acompanharão a votação.

O ato do MBL e do Vem Pra Rua começará às 15h no Posto 6. De acordo com os organizadores, não haverá passeata. O evento será para acompanhar a votação em painéis instalados na orla. Uma barreira física e de policiais ficará na altura do Posto 3, inclusive na areia da praia, separando os dois grupos.

As normas para as manifestações de domingo foram comunicadas pelo chefe do Estado Maior Geral da Polícia Militar do Rio, coronel Cláudio Lima Freire.

Representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-RIO), da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Ordem Pública também participaram da reunião.