27°
Máx
13°
Min

Mendes Junior e OSX, de Eike Batista, também são alvos da Lava Jato

(Foto: Arquivo / Agência Brasil) - Mendes Junior e OSX, de Eike Batista, são alvos da Lava Jato
(Foto: Arquivo / Agência Brasil)

O Ministério Público Federal divulgou que executivos das empresas Mendes Junior e OSX Construção Naval são alvos da 34ª fase da Operação Lava Jato, além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (22), com o cumprimento de oito mandados de prisão temporária, oito de condução coercitiva e 32 de busca e apreensão em Minas Gerais, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul.

Segundo o MPF, no dia 26 de julho de 2012, o “Consórcio Integra Ofsshore”, formado pela Mendes Junior e OSX, firmou um contrato de US$ 922 milhões com a Petrobras para a construção das plataformas P-67 e P-70 para a produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal.

As empresas não tinham tradição neste mercado e conseguiram o contrato com a Petrobras mediante repasse de propina para pessoas ligadas a agentes públicos e políticos. Segundo o MPF, as investigações revelaram um esquema criminoso em torno deste contrato. Foi identificada a transferência de R$ 7 milhões, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Junior para um operador financeiro ligado a um partido político – não especificado pelo MPF – e à Diretoria Internacional da Petrobras. O repasse ocorreu por meio de empresa de fachada.

Também foi verificado um repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore com base em contrato ideologicamente falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. Documentos e testemunhos indicaram que o valor foi transferido no interesse de José Dirceu e de pessoas a ele relacionadas.

De acordo com o MPF, ainda foi constatado que, no período dos fatos, empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil para o recebimento de vantagens indevidas. Também foram identificados repasses de mais de R$ 6 milhões da Mendes Junior para empresas ligadas a um executivo do grupo Tecna/Isolux entre março de 2013 e junho de 2014.

O MPF ainda cita que o empresário Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, declarou que em novembro de 2012 recebeu pedido de “um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do Partido dos Trabalhadores (PT)”, conforme documento encaminhado à imprensa pelo órgão.

Para fazer este repasse, foi firmado um contrato falso com uma empresa de publicitários já denunciados na Operação Lava Jato. O MPF afirma que, após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em abril do ano seguinte foi realizada a transferência de US$ 2,350 milhões no exterior. A movimentação ocorreu entre contas de Eike Batista e destes publicitários.

Colaboração MPF