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Miguel Reale inicia apresentação na comissão do impeachment

Em meio a um tumulto generalizado, começou na tarde desta quarta-feira, 30, o depoimento na comissão especial do jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Reale terá 30 minutos para se apresentar e, em seguida, será questionado por parlamentares.

A sessão começou com um quórum de 50 membros e 51 parlamentares - entre membros e não membros - já inscritos para falar e um clima acalorado em plenário, com gritos de governistas e oposicionistas. Durante a audiência com Reale, cada deputado poderá falar por três minutos.

No começo da reunião, o presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), disse que a audiência é para esclarecer as denúncias de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma. Ele aproveitou para indeferir questão de ordem da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que questionou a oitiva de convidados antes do término do prazo de 10 sessões para apresentação da defesa de Dilma.

Na resposta, Rosso alegou que os depoimentos não servem para instrução probatória e sim apresentação do conteúdo já descrito no pedido de impeachment. "Não pode haver negligência de nossa parte e, por isso, temos o dever e o compromisso de buscar a clareza e o entendimento da denúncia aqui apresentada", afirmou. Jandira avisou que vai recorrer da decisão.

Na sequência, o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), fez uma nova questão de ordem alegando a necessidade de a presidente Dilma acompanhar os trabalhos da comissão ou indique um procurador para representá-la. Ela sugeriu que os trabalhos fossem suspensos. Os oposicionistas se revoltaram e a sugestão causou tumulto no início da sessão.

Reale foi convidado a iniciar sua apresentação, mas os governistas foram até a mesa exigir que fosse aberto espaço para novas questões de ordem. Houve um tumulto generalizado no plenário, com governistas gritando "não vai ter golpe" e oposicionistas aplaudindo o jurista e gritando "impeachment".

Essa é a sexta reunião ordinária da comissão e é acompanhada por manifestantes pró e contra o impedimento da petista. Durante a audiência, parlamentares de oposição levantaram panfletos escritos "impeachment já".