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Molon pede cassação do mandato de Cunha; peemedebista monitora aliados

Líder da Rede na Câmara, o deputado Alessandro Molon (RJ), disse que viu com desconfiança a informação de que a cúpula do PRB esteve reunida com o presidente em exercício Michel Temer nesta segunda-feira, 6, para discutir o voto da deputada Tia Eron (PRB-BA). A deputada, considerada voto que definirá o pedido de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda não apareceu para votar no Conselho de Ética nesta terça-feira. "A decisão vai ficar nas mãos do PRB", lamentou.

Molon disse que rejeição do parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) é "piada de mal gosto" e que Cunha já está suspenso por decisão judicial. "É inaceitável uma punição branda, o caso pede a cassação do mandato", completou. Rede e PSOL são os autores da representação contra o peemedebista no conselho.

Monitoramento

O presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha está monitorando de longe a sessão do Conselho de Ética que discute e pode votar ainda hoje o parecer pela cassação de seu mandato. De sua residência, o peemedebista liga para aliados para saber do andamento dos trabalhos do colegiado e as negociações de bastidores.

Durante a reunião, Cunha ligou para o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais membros da chamada "tropa de choque". Entre outras perguntas, questionou onde estavam alguns membros titulares e suplentes do conselho que são aliados dele.

De acordo com aliados, Cunha tem se mostrado preocupado com o resultado da votação, ainda considerado incerto. A ausência da deputada Tia Eron causa apreensão tanto entre aliados quanto entre opositores de Cunha.