22°
Máx
17°
Min

MPF considera alarmantes indícios de corrupção em CPMI da Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou, nesta terça-feira (12), que a 28ª fase da Operação Lava Jato, intitulada de Vitoria de Pirro, tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre obstrução dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que abordou a corrupção na Petrobras, com a divulgação de casos levantados pela operação. As duas comissões de investigação foram criadas em maio de 2014.

O ex-senador Gim Argello, que era vice-presidente da CPMI da Petrobras, é um dos alvos da operação, assim como seus assessores.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa classificou os fatos como “alarmantes”. “Há fortes indicativos de que uma comissão de investigação parlamentar, que tem um importante papel de investigação de fatos graves em nossa democracia, foi usado por um então senador para, em vez de combater a corrupção, praticá-la”, considerou.

A PF cumpre um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão. Também foram determinados bloqueios de ativos de dois investigados e de três Pessoas Jurídicas. Todos foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo o MPF, o juízo entendeu que que foram “colhidas provas, em cognição sumária, de que dirigentes das empreiteiras envolvidas no esquema criminoso que vitimou a Petrobrás pagaram vantagem indevida, ou seja propina, ao então Senador [Gim Argello] para que não fossem convocados a prestar depoimentos durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito [CPI] instaurada no Senado para apurar crimes havidos na Petrobrás e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito [CPMI] instaurada no Senado e na Câmara para apurar esses mesmos crimes, tudo durante o ano de 2014”.

Colaboração Ministério Público Federal