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'Não dá para esquecer que Marta ficou 30 anos no PT', diz Doria

O empresário João Doria, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, escolheu seus três adversários de origem petista como alvo nessa terça-feira, 16, data que marca o início oficial da campanha.

"Respeito a Marta (Suplicy), mas não dá para esquecer que ela ficou 30 anos no PT, partido do qual ela é fundadora", afirmou. A senadora deixou o PT no ano passado e filiou-se ao PMDB para disputar a Prefeitura.

"Uma vez PT, sempre PT. Ninguém pode negar o seu passado. Não quero estigmatizar Marta, Erundina e Haddad, mas não dá para esquecer que eles são do PT. E o PT gerou 12 milhões de desempregados, recessão e inflação", concluiu o tucano.

Quando questionado sobre as críticas recorrentes à sua candidatura feitas pelo do ex-governador Alberto Goldman, que é vice presidente nacional do PSDB, o candidato disse que respeita a posição dele, mas insinuou que deveria deixar o partido.

"Aqueles que são do PSDB devem lealdade ao partido. O estatuto diz que se deve respeitar as decisões (da sigla). Se alguém está em desacordo, a melhor alternativa é sair. Não é compreensível que, estando dentro do partido, se faça oposição a ele".

Doria também disse que a participação em sua campanha do ministro das Relações Exteriores, José Serra, será uma questão de tempo. Durante as prévias do PSDB, Serra apoiou o vereador Andrea Matarazzo, que acabou deixando a legenda, se filiando ao PSD e se aliando à Marta, de quem é vice na chapa.

Pão com queijo

Doria escolheu um canteiro de obras na Barra Funda, onde está sendo construído um condomínio, para começar sua campanha. Havia acabado de amanhecer quando ele chegou ao local para tomar café com os operários. Depois de circular pelo refeitório acompanhado por uma equipe de TV de sua campanha, Doria comeu um pão com queijo e tomou café com leite.