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"Não deixaram cair no meu colo", diz Temer sobre pacote anticorrupção

(Foto: Marcos Corrêa/PR) - "Não deixaram cair no meu colo", diz Temer sobre pacote anticorrupção
(Foto: Marcos Corrêa/PR)

GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer demonstrou alívio nesta quinta-feira (1º) pelo Senado não ter aprovado requerimento de urgência para votar o pacote de medidas anticorrupação.

Em encontro com senadores da base aliada no Palácio do Planalto, o peemedebista fez um rápido comentário sobre o tema, segundo relatos de presentes: "Não deixaram cair no meu colo."

Na noite de quarta-feira (30), o plenário rejeitou acelerar a votação, em uma manobra do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), junto a líderes partidários. O documento foi assinado pelas lideranças do PSD, PTC e PMDB, partido do próprio presidente.

Na tarde de quarta-feira (30), antes da apresentação do requerimento de urgência, o presidente se reuniu com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e conversou com o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE).

Segundo a reportagem apurou, o presidente chegou a ser avisado da possibilidade de apresentação de um requerimento e avaliou que não era o momento adequado para ele.

O governo federal trabalha para que a medida aprovada na Câmara dos Deputados não seja apreciada neste ano e seja debatida mais profundamente em comissões.

O problema é que os senadores também estão discutindo tema semelhante por iniciativa de Renan Calheiros (PMDB-AL).

A expectativa de assessores presidenciais é que os senadores modifiquem o que consideram excessos aprovados no pacote anticorrupção, como a forma de permitir que magistrados e procuradores sejam julgados por crime de abuso de autoridade e a retirada do endurecimento na lei de improbidade.

O ideal, segundo auxiliares, é que o presidente seja poupado de avaliar eventuais vetos à proposta, o que o poria em confronto com o Congresso Nacional em momento em que precisa da base para aprovar reformas.

Uma ala do governo federal defende que, se a disputa entre Ministério Público e Congresso Nacional esquentar ainda mais, o presidente se posicione contra pontos polêmicos da proposta para evitar que protestos contra o governo federal ganhem adesões.