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O pacto que a presidente propõe vem tardiamente, diz Aécio Neves

O presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), desconsiderou a proposta de um pacto, feita pela presidente Dilma Rousseff, caso ela consiga barrar o processo de impeachment na votação prevista para o próximo domingo. "Esse pacto que ela propõe hoje, lamentavelmente, vem tardiamente. Acredito na necessidade desse pacto em torno de uma agenda mínima de reformas, mas ele deverá ocorrer sem a presença de Dilma na presidência da República", afirmou.

De acordo com o senador, a solução para o País é a retirada emergencial, por vias constitucionais, da presidente. Ele também reforçou a importância de que, caso autorizado pela Câmara, o processo de impeachment tenha condução rápida no Senado. "Nosso sentimento é de que o Brasil tem pressa e o resultado de domingo tem que ter consonância com uma ação rápida do Senado Federal", argumentou.

O senador confirmou que procurou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir prazos para a tramitação do processo. Nos últimos dias, Renan falou publicamente sobre a possibilidade de consultar o Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar claramente os prazos. Aécio rechaçou a proposta.

"Haveria, inicialmente, uma notícia de que poderia ter uma consulta ao STF. Me parece absolutamente desnecessária, já que a decisão do STF, a partir do relatório do ministro Barroso, já definiu o rito até sua fase final aqui no Senado", argumentou.

O senador calcula que, seguindo a Lei do Impeachment, o plenário do Senado realize a votação para a instauração do processo entre 15 e 20 dias depois da autorização da Câmara. Caso a instauração seja aprovada, a presidente é afastada temporariamente por 180 dias. O processo continua até que aconteça o julgamento do impeachment, que pode afastar definitivamente a presidente.