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Operação da PF investiga crimes na Eletronuclear

Operação é conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro em parceria com o Ministério Público Federal (Foto: Arquivo EBC) - Operação da PF investiga crimes na Eletronuclear
Operação é conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro em parceria com o Ministério Público Federal (Foto: Arquivo EBC)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (6), a Operação Pripyat. A ação cumpre mandados de prisão no Rio e em Porto Alegre, sendo seis de prisão preventiva e três de temporária. Também são cumpridos nove mandados de condução coercitiva e 236 de busca e apreensão.

Um dos alvos da operação é o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que está em prisão domiciliar. O almirante já é réu em processo na 7ª Vara Federal Criminal, no Rio. Othon Pinheiro é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber ao menos R$ 4,5 milhões em propinas para facilitar a contratação dos consórcios responsáveis pelas obras da usina de Angra 3.

O caso do almirante e de outros 13 acusados de participar do esquema de desvios nas obras da usina de Angra 3, estava sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, que cuida das ações da Lava Jato na Justiça Federal no Paraná. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, o caso da Radioatividade foi deslocado para a Justiça Federal no Rio.

De acordo com a PF, o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa que atuava na Eletronuclear. Seis funcionários da empresa, que integravam o núcleo operacional das fraudes, tiveram a prisão preventiva decretada e o atual diretor foi afastado por ordem judicial. As investigações da PF apontam que um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.

A Polícia Federal informa que os crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro estão relacionados com a Operação Pripyat, sendo um desdobramento no Rio de Janeiro da 16ª fase da Operação Lava Jato denominada Radioatividade.

O nome Pripyat refere-se à cidade ucraniana que se tornou uma espécie de “cidade fantasma” após o acidente nuclear em Chernobyl, de acordo com a PF.