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Operação Xepa amplia investigações de propinas da Odebrecht fora da Petrobras

A Operação Xepa - 26ª fase da Lava Jato - deflagrada nesta terça-feira, 22, abre novas linhas de investigação do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht em outras obras públicas, que extrapolam a Petrobras - foco inicial das investigações.

"Existe um sistema inclusive automático de controle desses pagamentos com distribuição de alçadas com pagamentos em setores de óleo gás, infraestrutura, estádios de futebol, canal do sertão", afirmou o procurador da República Carlos Fernando Santos de Lima, durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 22, em Curitiba.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, a partir do material apreendido na 23ª fase - Operação Acarajé -, que prendeu o marqueteiro do PT João Santana, foram descobertas planilhas de controle dos pagamentos de propina da Odebrecht. A empreiteira pagou pelo menos US$ 3 milhões em conta secreta do marqueteiro na Suíça.

A procuradora da República Laura Tessler afirmou que as descobertas levaram a uma "estrutura profissional de pagamento de propinas na Odebercht". Segundo ela, eram "pagamentos sistemáticos" com entregas de valores em moeda no Brasil e transferências no exterior.