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Oposição na Câmara pode retomar tática de obstrução para forçar saída de Cunha

Líderes de oposição voltarão a se reunir nesta terça, 1º de março, para acertar os preparativos para as manifestações pró impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcadas para o dia 13. No encontro, os parlamentares devem discutir a possibilidade de voltar a obstruir sessões na Câmara dos Deputados caso o Supremo Tribunal Federal (STF) torne réu o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nesta segunda, Cunha enviou ao STF uma petição para que a Corte adie o julgamento da denúncia contra o parlamentar no âmbito da Operação Lava Jato, marcado para a quarta-feira, 2. A defesa de Cunha pediu ao ministro relator do processo, Teori Zavascki, a reabertura do prazo para resposta sobre a denúncia feita em agosto do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral, Rodrigo Janot, acusa o peemedebista de receber US$ 5 milhões para tornar viável a construção de dois navios sondas da Petrobras. Caso o Supremo acate a denúncia, o presidente da Câmara passará da condição de investigado a réu.

Os partidos de oposição já ensaiaram uma obstrução às votações em plenário no final de 2015, logo após manobras regimentais retardarem o andamento do processo por quebra de decoro parlamentar contra Cunha no Conselho de Ética. Líderes de oposição acreditam que só após as manifestações dos ministros do STF será possível tomar uma atitude mais incisiva contra a permanência do peemedebista no cargo.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), é um dos que defendem abertamente a paralisação dos trabalhos até que Cunha deixe o comando da Câmara. Bueno considera impossível que alguém se sinta confortável com as investigações que se avolumam contra o peemedebista. "Vamos para cima", pregou.

Líderes do PSDB ouvidos pelo Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, também defendem um posicionamento nesta semana contra a permanência de Cunha no cargo.