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Palco de ato contra e a favor do governo, Copacabana vive domingo atípico

O temor de que ocorresse um embate entre manifestantes pró e contra impeachment faz com que o bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, viva um domingo atípico. As ruas estão com movimento menor do que o normal, assim como o calçadão. Com céu claro e temperaturas elevadas na cidade, a praia está cheia, mas o número de pessoas nas ruas do bairro é anormal, atestam comerciantes, ambulantes e taxistas.

Por volta das 14h30, a pista da Avenida Atlântica junto ao calçadão tinha baixa movimentação, uma vez que os manifestantes pró Dilma Rousseff já se dispersaram e os contra a petista ainda não chegaram. A previsão é de que o ato pelo impeachment comece às 15h. Algumas janelas dos edifícios da orla ostentam bandeiras do Brasil e faixas com a palavra impeachment.

Ambulantes vendem bandeiras, bebidas e camisas piratas da seleção brasileira. Eles reclamam do baixo quórum - consideram que os últimos protestos, dos dois lados, foram mais cheios. A polícia militar informou que ainda não está decidido se será colocado um gradil na altura do posto 3 para evitar embates de manifestantes.

Esse posto, na altura da rua Paula Freitas, era considerado uma área de atenção, porque era ponto de início dos dois atos. O da manhã, pró Dilma, terminou por volta das 13h. Os organizadores do protesto da tarde, pelo impeachment, anunciaram a colocação de três telões, em frente a três hotéis da orla para que o público possa assistir a análise da admissibilidade do impeachment pela Câmara dos Deputados, marcado para começar às 14h.

Policiais de plantão na praia avaliam que a situação é "bastante tranquila". A manifestação deve terminar às 19h, conforme acordado com a Secretaria de Segurança Pública.