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Para prefeitos do Oeste, Marcha a Brasília é marco de um novo ciclo

Foto: Assessoria de imprensa - Para prefeitos do Oeste, Marcha a Brasília é marco de um novo ciclo
Foto: Assessoria de imprensa

Cerca de 20 chefes do Executivo da região Oeste do Paraná participam da 19ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios). O grupo é comandado pelo prefeito de Tupãssi e presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), José Carlos Cal Mariussi.

Realizada anualmente desde 1998, a Marcha tornou-se o maior evento político do Brasil, contanto com a presença de mais de 5 mil participantes: prefeitos, secretários municipais, vereadores, senadores, governadores, parlamentares estaduais e federais e ministros. Durante o evento são discutidas questões que influenciam o dia-a-dia dos Municípios e são apresentadas as reivindicações do movimento municipalista.

De acordo com Cal, o cenário do momento, em virtude da grave crise política, é nebuloso.

"Com a consolidação do novo governo, a ordem, em princípio, é colocar a casa em ordem. Isso significa que teremos uma dose a mais de paciência em relação aos nossos pedidos e necessidades", relata o presidente da Amop.

Entre as reivindicações que os prefeitos defendem, estão o acréscimo prometido pela presidente Dilma Rousseff de 1% nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), partilha de recursos dos royalties do Pré-Sal, liquidação de restos a pagar e pagamentos de emendas parlamentares pendentes, entre outras.

"O único jeito de fazer caixa para retomar investimentos, que é o que queremos, é reduzir despesas, ou seja, cortar da própria carne", destaca o prefeito de Lindoeste e primeiro vice-presidente da Amop, Silvio Santana.

Para ele, o momento é de paciência e calma.

"Sendo bem realista: estou esperançoso que pare de piorar", diz Silvio.

Para o prefeito de Capitão Leônidas Marques, Ivar Barea, qualquer tipo de reivindicação que se faça neste momento não tem endereço.

"Quando se desmonta um governo para se montar outro, a situação fica vazia de objetivo. De qualquer maneira, é corrente o pensamento de que as coisas vão melhorar para o bem do Brasil", diz.

O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, e o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, entregaram documentos para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, onde ajustou que Toledo coordenará uma comissão na CNM para debater o tema fracking. Haverá agenda, já em junho, para estabelecer estudos técnicos, para apresentar o assunto a senadores e deputados.

Colaboração: Assessoria de imprensa