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Patrimônio pessoal de empresário reforça indícios

O patrimônio pessoal de Carlos Roberto Cortegoso e seus negócios imobiliários com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçam as suspeitas da força-tarefa da Lava Jato e da Custo Brasil de que o empresário está envolvido em lavagem de dinheiro.

"A movimentação de Cortegoso chama a atenção por ser, em muitos casos, 69 vezes maior do que o valor de seus rendimentos declarados", afirmou representação da Polícia Federal, na Operação Custo Brasil.

Documento da Receita Federal com base em dados de 2010 a 2014 mostra que a movimentação financeira de Cortegoso foi superior aos rendimentos declarados. "Embora tenha declarado renda de R$ 10 mil por mês, (Cortegoso) movimentou R$ 1.450.199,00 em um ano", afirmou a Procuradoria.

O ex-vereador do PT Alexandre Romano, que fechou acordo de delação premiada, afirmou que Cortegoso "aparentava ser uma pessoa simples". "Carlão conversava abertamente que tinha sido garçom, mas que tinha aberto essa empresa para atender o PT e que ele fazia todos os eventos do partido", afirmou

Documento da Receita informou também que, entre 2010 e 2012, Cortegoso negociou sete imóveis com Bumlai. Os terrenos foram vendidos sem lucro. Para adquirir os bens, o empresário usou a CRLS Consultoria e Eventos. Um dos imóveis foi vendido por R$ 4 milhões. Bumlai nega irregularidades no negócio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.