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“Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann: sr. Propina e sra. Caixa Dois”, traz Revista Veja

(Foto: Reprodução) - “Bernardo e Gleisi: sr. Propina e sra. Caixa Dois”, diz Revista Veja
(Foto: Reprodução)

A revista Veja, em seu site, traz uma matéria sobre o envolvimento da senadora Gleisi Hoffmann e do ex-ministro Paulo Bernardo, que são casados há duas décadas, em caso de corrupção e caixa dois. A reportagem traz que os dois estão na lista de estrita confiança dos ex-presidentes Lulas e Dilma Rousseff e que são investigados na Operação Lava Jato.

Por ter foro privilegiado, Gleisi é alvo de inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). A revista traz que, apesar de ela e Bernardo serem investigados em frentes diferentes, as suspeitas que recaem entre os dois estão relacionadas. Conforme a reportagem, “o casal petista é a mais perfeita prova de que caixa dois e corrupção são, quase sempre, inseparáveis - um casamento, digamos assim, sólido”.

Veja lembra que Paulo Bernardo é acusado de ter articulado um esquema de desvio de dinheiro no Ministério do Planejamento. Por meio da empresa Consist, era retida uma parte da taxa administrativa de operações de crédito consignado de funcionários públicos, pensionistas e aposentados. A revista cita que o PT arrecadou mais de R$ 100 milhões em cinco anos com base neste esquema.

De acordo com Veja, este dinheiro “foi usado para garantir a aposentadoria e a tranquilidade de alguns companheiros dele do PT, financiou apartamentos de luxo em Miami para outros amigos meliantes, além de ajudar a eleger Gleisi Hoffmann, a senadora mais votada do Paraná, depois de uma campanha suntuosa”.

A reportagem ainda afirma que Gleisi Hoffmann foi citada na Lava Jato após a força-tarefa da operação descobrir que ela havia recebido R$ 1 milhão em propina da Petrobras. As investigações demostraram o uso de um escritório de advocacia para receber dinheiro por meio da Consist.

A Veja teve acesso aos documentos da auditoria entregues às autoridades e que demostram que o escritório de advocacia recebeu R$ 7,2 milhões da Consist. “Não se sabe ainda, com precisão, quanto desse valor foi parar no caixa dois eleitoral de Gleisi, mas há fartos indícios de que não foi pouco. De acordo com os investigadores, a propina teria sido usada para pagar de tudo: ônibus para transporte de cabos eleitorais, jantares para prefeitos, motorista particular da senadora, aluguel de um flat usado como escritório informal da campanha”, traz a revista.

Nesta terça-feira (27), o STF decide se aceita ou não a acusação de corrupção contra a senadora no caso do Petrolão.