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Pedido de governadores mostra urgência da aprovação da PEC do Teto, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 14, que a situação de calamidade financeira demonstrada por governadores de diversos Estados corrobora a urgência da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos. "Essa situação dos Estados é uma demonstração clara que tanto a PEC do Teto, primeiro, e a Reforma da Previdência, depois, são reformas que não vêm para tirar direito de ninguém, vêm para garantir o futuro, os direitos futuros de cada um dos brasileiros", comentou Maia.

Ele, que recepcionou deputados e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para um café da manhã em sua residência oficial, disse ainda estar "confiante" na aprovação das duas matérias. No caso da PEC do Teto de Gastos, a apreciação da matéria no plenário da Casa deve ocorrer até o início de novembro.

"Estou confiante no cronograma, na aprovação dessas matérias. Até o fim de outubro, início de novembro, isso vai garantir horizonte de recuperação econômica, de confiança no governo brasileiro para que setor privado volte a investir e a gerar emprego", disse Maia, culpando a "herança maldita" deixada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff pela crise.

Em nova referência à crise dos Estados, Maia disse que cabe ao Congresso dar uma resposta. "A resposta significa aprovação da PEC do Teto de Gastos e, depois da Reforma da Previdência", afirmou. Outras pautas como a repatriação de recursos no exterior (que pode render participação aos Estados em impostos recolhidos) e o projeto de securitização das dívidas estaduais também estão na mira do presidente da Câmara. "Temos vontade de pautá-las para colaborar com governadores", disse Maia.