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PF e MPF explicam a ‘Operação Carbono 14’

(Foto: Divulgação/Paula Caroline Schreiber/Rede Massa) - PF e MPF explicam a ‘Operação Carbono 14’
(Foto: Divulgação/Paula Caroline Schreiber/Rede Massa)

Em coletiva à imprensa realizada nesta manhã na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, os delegados e procuradores da república relataram detalhes da 27ª Fase da Operação Java Jato, que foi intitulada “Operação Carbono 14”, que investiga lavagem de dinheiro proveniente de empréstimo do Banco Schahin e que foi pago com recursos da Petrobrás.

Na ação de hoje, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimento, já o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC, foram presos.

O procurador federal de Justiça, Diogo Castor de Mattos, também relatou que o jornalista Breno Altman, considerado um dos pensadores do PT , e pessoa próxima do ex-ministro José Dirceu, também foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento.

Ele relatou ainda que durante as investigaçõesd a Lava Jato, ficou constatado que o pecuarista José Carlos Bumlai, teria em 2004, a pedido do PT, contraído do Banco Schahin um empréstimo fraudulento no valor de R$ 12 milhões. Este valor, teria sido posteriormente suportado pela Petrobrás. O procurador revelou que a forma do suposto pagamento, teria sido a contratação fraudulenta pela Petrobrás, da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000. Isso ocorreu em 2009 e custou US$ 1,6 bilhão. Mattos, destacou, que todos estes fatos já haviam sido objeto de acusação formal, mas agora, é foco como outra frente de investigação.

A investigação, conforme o procurador, tem intenção de descobrir o porquê de parte dos R$ 12 milhões, terem parado na conta do empresário Ronan Maria Pinto. “Aproximadamente a metade deste valor, foram cerca de R$ 5,7 milhões, já que os outros R$ 300 mil foram destinados a pagamentos de outras pessoas”, disse.

Marcos Valério, entra na história novamente porque em 2014, quando foi pedida a prisão de Bumlai por conta do empréstimo de R$ 12 mi, a polícia acabou chegando a Marcos Valério que em 2012, quando investigado pelo Mensalão e tentava uma delação premiada, teria afirmado que o pecuarista teria repassado dinheiro a Ronan Maria Pinto, em uma tentativa de impedir que ele revelasse os nomes dos supostos envolvidos na morte de Celso Daniel, então prefeito de Santo André, e que foi assassinado. “Nosso foco é o crime de lavagem de dinheiro, no entanto, se alguma informação adicional sobre o crime de morte de Celso Daniel for levantada neste período, com certeza repassaremos ao Ministério Público estadual”, destacou Mattos.

Quanto o que teria motivado as duas prisões de hoje, o procurador relatou que a intenção é esclarecer a razão final do pagamento de quase R$ 6 mi. “As irregularidades no pagamento já apontam para gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, por isso já se justifica a prisão par que se chegue a um esclarecimento”.

Colaboração Paula Caroline Schreiber