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PMDB e PR brigam pelo comando da Aviação Civil, que pode se tornar secretaria

Prevista para esta sexta-feira, 6, a conclusão da montagem do governo do vice-presidente Michel Temer deve ser adiada para a próxima semana. Nos bastidores, lideranças dos principais partidos que irão compor a futura base aliada ainda disputam os espaços remanescentes. Segundo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou, entre os impasses na divisão das cadeiras na Esplanada está a briga entre o PMDB e o PR pelo comando da Aviação Civil.

Segundo integrantes do PR ouvidos pela reportagem, nas conversas realizadas ma quinta-feira, 5, no Palácio do Jaburu, Temer assegurou o nome do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) para Transportes, que seria "turbinado" com a pasta da Aviação. Essa, por sua vez, passaria a ser uma secretaria sem status de ministério. O nome do futuro secretário deve ser apresentado pelo PR até a próxima segunda-feira, 9, a Temer.

Apesar desse entendimento, integrantes da bancada do PMDB da Câmara têm pressionado o vice-presidente para manterem três ministérios na nova gestão, o mesmo número que detinham no governo da presidente Dilma Rousseff.

Entre os acertos realizados com o vice está, até o momento, a indicação do atual líder da bancada, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), para o ministério de Esportes, e do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) para o Desenvolvimento Social. Os deputados do partido também querem, no entanto, indicar o nome de José Priante (PMDB-PA) para Aviação Civil, que na visão deles deve permanecer com status de ministério.