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Políticos citados em planilha da Odebrecht rebatem acusações

(Foto: Divulgação / Redes Sociais Odebrecht) - Políticos citados em planilha da Odebrecht rebatem acusações
(Foto: Divulgação / Redes Sociais Odebrecht)

Um documento da Odebrecht, apreendido em uma das fases da Operação Lava Jato, listou dezenas de políticos e partidos que teriam recebido valores da empreiteira. Entre os nomes, estão: Gleisi Hoffmann (PT), Paulo Bernardo (PT), Jorge Samek (PT), Ricardo Barros (PP), Gustavo Fruet (PDT), Márcia Lopes (PT), Ratinho Junior (PSD), Luciano Ducci (PSB) e Beto Richa (PSDB).

O Portal Massa News entrou em contato com as assessorias dos citados, segue abaixo as notas oficiais.

Gleisi Hoffmann

“Esses recursos devem ser referentes a doações para as campanhas eleitorais municipais de 2012, que foram repassados pelo Diretório Nacional do PT ao Diretório Estadual e aos Diretórios Municipais. O Grupo Odebrecht fez doações via Diretório Nacional”.

Jorge  Samek

“Causou-me profunda perplexidade e indignação ver meu nome na lista de possíveis beneficiados de doações eleitorais ou de qualquer valor proveniente da Odebrecht. Refuto veementemente a veracidade da menção ao meu nome. Tomarei, imediatamente, todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para restabelecer a verdade dos fatos e responsabilizar aqueles que contribuíram para esse calunioso, difamatório e injurioso ataque ao meu nome. Não fui candidato ao cargo de prefeito de Foz do Iguaçu, o que, por si só, demonstra a mentira representada pela menção ao meu nome. Nunca tive qualquer contato e sequer conheço o Sr. Benedicto Barbosa da Silva Neto. A Itaipu Binacional, por sua vez, não tem, pelo menos desde 2003, quando assumi o cargo de diretor-geral brasileiro, qualquer relação comercial ou civil com a Odebrecht. Desde já, coloco-me à disposição das autoridades competentes, abrindo mão do meu direito constitucional ao sigilo fiscal e bancário para provar a minha idoneidade. Esclareço que o último cargo eletivo que disputei foi o de deputado federal, em 2002, para o qual fui eleito, mas renunciei, no dia 21 de janeiro de 2003, para assumir o cargo de diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. Nesta eleição, também não recebi qualquer doação financeira da Odebrecht”.

Ricardo Barros

Em relação a planilha da página 21 que aponta a indicação de recursos no valor de R$ 100 mil para a campanha eleitoral de Maringá em 2012, o deputado federal Ricardo Barros (PP/PR) esclarece que a campanha do prefeito Roberto Pupin não recebeu doação direta de empresas do Grupo Odebrecht. Todas as doações foram legais e a prestação de contas foi aprovada pela Justiça. Barros afirma ainda que está verificando nas prestações de contas se a suposta doação foi realizada aos diretórios estadual e nacional do Partido Progressista.

Gustavo Fruet

O prefeito Gustavo Fruet  afirmou que nunca recebeu nenhuma doação da Odebrecht e ressaltou que a prefeitura  não possuiu e nem possui nenhum negócio com a empreiteira.

Márcia Lopes

Nossa reportagem falou por telefone com a filha da ex-ministra Márcia Lopes e ela disse que a mãe está retornando de uma viagem à Argentina e só vai falar com a imprensa amanhã.

Ratinho Junior

Com relação ao veiculado  nos meios de comunicação no dia de hoje, o deputado licenciado Ratinho Junior  informa que todas as doações recebidas em suas campanhas, inclusive as oriundas  do Diretório Nacional do PSC, foram devidamente  declaradas à Justiça  Eleitoral, cujas prestações de contas foram aprovadas  pelos TCE-PR. O deputado está de acordo  e apoia incondicionalmente as investigações da Polícia Federal, Ministério  Público Federal e da Justiça. Além disso, é a favor de que sejam julgados e  punidos todos os partidos e candidatos que eventualmente tenham recebido  doações ilegais.

Luciano Ducci

“Na minha campanha  à reeleição, em 2012, não recebi recursos da Odebrecht. Todas as doações de  minha campanha estão com origem declarada na minha prestação de contas, seja  pessoa física ou jurídica, aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  Sobre os recursos recebidos do diretório do PSB, em 2012, não tínhamos controle  sobre sua origem. Vale destacar que a Prefeitura de Curitiba não mantinha  contratos com a Odebrecht”.

Beto Richa

A assessoria de imprensa do Governo do Paraná disse que o governador Beto Richa não irá se pronunciar, pois essa é uma questão político partidária e por isso somente o PSDB enviou nota oficial:

O Diretório Estadual do PSDB-PR e a campanha majoritária de 2010 não receberam doação da empresa Odebrecht. A doação de R$ 160 mil recebida no dia 24 de setembro de 2010 pelo Diretório Estadual do partido foi efetuada pela empresa Leyroz de Caxias Indústria Comercial & Logística Ltda., conforme consta na prestação de contas do referido ano aprovada pela Justiça Eleitoral.

Paulo Bernardo

O Massa News não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do ex-ministro das comunicações Paulo Bernardo e não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.