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PP dá comando do partido no Ceará a deputado votou a favor do impeachment

Em mais uma consequência da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), vai destituir a atual direção do partido no Ceará e passar o comando do diretório regional da sigla ao deputado federal Adail Carneiro.

O parlamentar ganhou o comando do partido no Estado como "prêmio" por ter seguido a decisão do PP e votado a favor do impeachment. O voto dele surpreendeu governistas e até opositores, pois, até as vésperas da votação, o deputado tinha prometido votar contra o impedimento da petista.

Com seu voto, Carneiro também "traiu" o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), de quem era assessor especial. O parlamentar tinha se licenciado do cargo que ocupava na gestão estadual com a promessa de que votaria contra o impeachment de Dilma.

Na própria justificativa de seu voto, Carneiro sinalizou reconhecer a traição. Ele pediu desculpas ao ex-presidente Lula, à presidente Dilma Rousseff, a Camilo Santana e ao ex-governador do Ceará e ex-ministro Cid Gomes, e disse que estava atendendo a apelos e pressões de seus eleitores e à decisão de seu partido.

Como prêmio por seguir sua legenda, o presidente do PP decidiu destituir da direção do partido o ex-deputado federal José Linhares e Antônio José Albuquerque, ambos aliados de Camilo e Cid, e nomear Adail Carneiro para o comando do partido no Ceará.

Punições

Até agora, o PP já destituiu o deputado federal Waldir Maranhão, 1º vice-presidente da Câmara, da presidência do diretório estadual do partido no Maranhão, por ele ter votado contra o impeachment. No lugar dele, foi nomeado o deputado André Fufuca, que votou a favor do impedimento de Dilma.

Ciro Nogueira também destituiu o deputado federal Beto Salame do comando do PP no Estado do Pará, após o parlamentar se abster na votação do impeachment, ajudando, assim, o governo Dilma. De acordo com o presidente nacional do PP, o substituto de Salame ainda não foi decidido.

A cúpula do PP ainda estuda que punição adotará em relação aos quatro deputados da Bahia que também votaram a favor do governo. No Estado, o partido é presidido pelo vice-governador baiano, João Leão, que é aliado do governador Rui Costa (PT).