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PRB confirma Russomanno que diz não temer julgamento do Supremo

O PRB oficializou neste domingo, 24, a candidatura do deputado federal Celso Russomanno para disputar a Prefeitura paulistana pela Coligação São Paulo sabe, a gente resolve - em parceria com outras três agremiações, PSC, PTN e PEN. Líder nas pesquisas de intenção de voto, Russomanno disse que não está preocupado, está tranquilo com relação ao julgamento do Supremo Tribunal Federal, previsto para agosto, de uma ação da qual é réu por supostamente empregar recursos públicos da Câmara para pagar os salários de uma funcionária que atuava para sua produtora de TV.

"Eu não tenho insegurança jurídica nenhuma. Assim como o meu caso existem outros 116 casos análogos e todos foram arquivados porque a condição de assessor parlamentar no Estado permite que ele tenha mais de uma atividade", declarou Russomanno, após ser aclamado pela Coligação em um salão de festas na zona Leste da Capital para tentar conquistar a cadeira do petista Fernando Haddad, que busca a reeleição.

O ministro Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), do governo Michel Temer, participou da convenção, ao lado do presidente nacional do PRB em exercício, senador Eduardo Lopes.

Atualmente em seu quinto mandato parlamentar, Russomanno foi condenado em primeira instância judicial em 2014. A Justiça impôs a ele uma carga de 790 horas de serviços comunitários e doação de 25 cestas básicas. Sob alegação de inocência de Russomanno, a defesa recorreu ao Supremo, instância que detém competência para julgar deputados. Se condenado pela Corte máxima, ele cai na Lei da Ficha Limpa e torna-se inelegível.

"Está no Ato 72 da Mesa da Câmara, de 1997. Ela (a funcionária) não trabalhava na produtora. Ela trabalhava no escritório político. Naquela época não existia verba de gabinete. As verbas de gabinete para locação de imóveis nos Estados foi criada em abril de 2001. O período que estamos falando é anterior a isso, ou seja, todos os deputados federais, todos sem exceção de nenhum, naquela época tinham os seus funcionários nas projeções das suas atividades privadas, todos os 513 deputados. Não é uma questão minha. Todos os 513 deputados, aqueles que eram médicos nos seus hospitais, aqueles que eram dentistas nos seus consultórios, os advogados nos seus escritórios. Isso é a pura verdade."

Segundo Russomanno, a partir de abril de 2001 foi criada a verba para que os deputados locassem nos Estados uma projeção da Câmara para que esses assessores parlamentares pudessem estar lá.

"Então, se a minha atividade era produção de TV eu ia manter os meus assessores aonde? Na rua? Não, eles lá atendendo os consumidores, que é a minha bandeira, todo mundo sabe disso. Já atendemos 360 mil pessoas desde 1990 e esse atendimento é gratuito, todo mundo conhece. Estou tranquilo. Vamos para a eleição."

Russomanno disse que sua campanha vai ser marcada pela humildade, dada a dificuldade de angariar doações - a partir do próximo pleito, elas só podem ser realizadas por pessoas físicas uma vez que as empresas estão alijadas.

"A verba para a campanha vai sair de doação das pessoas físicas. Vamos fazer um programa e vamos pedir prá que as pessoas façam doação. Vamos trabalhar dentro do orçamento que a gente tiver."

Ele disse como pretende conquistar votos para chegar à Prefeitura. "A campanha vai ser andando pelas ruas, uma campanha muito saudável. Não vamos ter financiamento empresarial, as pessoas vão ajudar. Vai ser uma campanha mais humilde, muito bom. Precisamos diminuir o preço das campanhas eleitorais e com a ajuda das pessoas. Estamos chamando a cidadania das pessoas por uma campanha que vai ser modelo para todas as outras no Brasil."

Taxistas estavam na convenção do PRB e questionaram o candidato sobre o Uber, uma atividade liberada por Haddad. "Os taxistas atuam dentro da legalidade e têm quer ser prestigiados. Minha questão não são os aplicativos. Os transportes (via Uber) terão que ser legalizados. Se não forem legalizados (motoristas do Uber) não vão atuar."

Ele disse que precisa ver o decreto do Haddad.

"Existem determinadas coisas a serem cumpridas com base na legislação federal. Se pegar o Código de Trânsito vai ver que para fazer transporte coletivo ou individual ou de carga o transportador tem que usar placa vermelha. Ele não pode operar com placa cinza. E mais um detalhe: ele (motorista) também precisa de habilitação profissional. Tem que resolver isso."

O deputado disse que o nome do vice da sua chapa não foi escolhido. "Vai ficar em aberto ainda. Estamos discutindo, em mais uma semana, com certeza, vamos anunciar." Sobre negociações e a possibilidade de receber a adesão do vereador Andrea Matarazzo (PSD), ele disse. "Estamos conversando. Se Deus quiser, vamos conseguir uma chapa consistente e vamos ganhar a eleição."