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Prefeito eleito deve ter maioria legislativa

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), deve governar a capital nos próximos quatro anos com uma base favorável na Câmara Municipal. A divisão por bancadas dos vereadores escolhidos no domingo, 2, nas urnas indica um cenário pró-governo. Só a coligação comandada pelo tucano elegeu 25 dos 55 parlamentares. E a expectativa é de que partidos aliados de Marta Suplicy (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) também possam compor a base do tucano a partir de 2017. A taxa de renovação alcançou 38%.

A maior bancada na Casa no ano que vem será do PSDB, com 11 parlamentares. O PT cai para segundo lugar, com nove, um a menos que tem hoje. Em seguida, vêm DEM, PR, PRB e PSD, com quatro cada um.

Entre as novidades desta eleição estão Fernando Holiday (DEM) e Janaina Lima (Novo), representantes do Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, que fizeram campanha feroz pelo País pedindo o impeachment de Dilma Rousseff. Holiday surpreendeu pela quantidade de votos conquistadas em sua primeira eleição: 48 mil. É quase o dobro do atual líder do governo Haddad, Arselino Tatto (PT), que já figurou entre os mais votados, mas ficou em último na lista petista neste ano.

Outros estreantes são Rodrigo Goulart (PSD), filho do ex-vereador e atual deputado federal Antonio Goulart (PSD), Zé Turin (PHS), Isac Félix (PR), apadrinhado do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), Reginaldo Tripoli (PV), irmão do ex-vereador e atual deputado estadual Roberto Tripoli (PV), e Sâmia Bomfim, do PSOL, que fez duas cadeiras colada na campanha de Luiza Erundina.

Entre os eleitos de domingo, 2, além dos vereadores atuais, estão também figuras já conhecidas, como Soninha e Claudio Fonseca, ambos do PPS, e o petista Alessandro Guedes, que assumiu uma cadeira na Câmara como suplente. Na contramão, ficaram de fora nomes como Wadih Mutran (PDT), Paulo Fiorilo (PT) e Dalton Silvano (PV). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.