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Prefeitos dizem que Dilma considerou 'exagerada' condução coercitiva de Lula

(Foto: José Cruz/ Agência Brasil - Prefeitos dizem que Dilma considerou 'exagerada' condução coercitiva de Lula
(Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Durante reunião com prefeitos, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff classificou como "um exagero" a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal. "A presidente protestou porque ela acha que as coisas estão fugindo da normalidade do estado democrático de direito e lamentou que isso esteja acontecendo", disse o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do PDT.

Segundo Fortunati, a presidente lembrou que Lula "nunca se negou a depor, sempre usou os mecanismos legais, sempre foi ao Poder Judiciário e, obviamente, ela entende que houve um exagero nessa condução forçada do presidente Lula". Ele disse ainda que a presidente fez questão de mostrar "sua insatisfação com essa situação". Dilma Rousseff considerou "exagerada e desnecessária" a medida.

Dilma lamentou muito o que ocorreu, mas disse que não poderia interferir numa decisão da Polícia Federal. "Antes de entrar no tema da reunião, que era a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), ela falou sobre esse assunto. Disse que Lula nunca se negou a prestar depoimento e, por isso, não precisava aquela ação toda. Afirmou, porém, que respeitava as instituições", contou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB).

Na reunião, a presidente Dilma não citou a delação do senador Delcídio Amaral, mas fez questão de fazer esclarecimentos aos prefeitos em relação a acusações feitas em relação a ela, de que teria tentado interferir na Operação Lava Jato.

O prefeito de Pará de Minas (MG), Antonio Júlio de Farias (PMDB), que também participou do encontro, disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" que a presidente Dilma também associou a divulgação antecipada da revista IstoÉ, com o a suposta delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), com a deflagração dessa nova fase da Operação Lava Jato.

A reunião originalmente foi marcada para a presidente Dilma defender junto aos prefeitos a necessidade de aprovação da CPMF. Dilma encaminhou ao Congresso a proposta de 0,20% para a União e o governo sinalizou que concorda de ampliar o valor da alíquota do novo imposto para 0,38%, de forma que os Estados e municípios recebam também 0,09% cada. No encontro, Dilma fez questão de dizer que "a CPMF é a única forma de o País sair da crise".