22°
Máx
16°
Min

Protesto contra o governo mobiliza brasileiros no exterior

(Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil) - Protesto contra o governo mobiliza brasileiros no exterior
(Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil)

O protesto contra o governo de Dilma Rousseff reuniu cerca de 250 pessoas em Nova York. Por duas horas, os brasileiros presentes na Times Square, principal ponto turístico da cidade, pediram a saída de Dilma, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defenderam a Operação Lava Jato e elogiaram o juiz Sérgio Moro.

Os manifestantes, vestidos de verde-amarelo, alguns com a cara pintada, cantaram o Hino Nacional e falaram frases como "Moro, guerreiro do povo brasileiro" e "Fora PT, leva a Dilma com você", além de segurarem faixas e cartazes com expressões como "Impeachment já", "Dilma renuncia" e "Lula na prisão".

A manifestação em Nova York chegou a ter um princípio de confusão, quando um homem começou a defender a permanência de Dilma no cargo, foi vaiado e acabou sendo retirado pela polícia.

Em Londres, cerca de 50 pessoas protestaram em frente à Embaixada do Brasil no centro da capital britânica. Com gritos de "Lula na cadeia" e "Fora Dilma", o grupo segurava cartazes contra o governo, o PT e a favor do juiz Sérgio Moro.

Corrupção

Mariza Palma Gomes, contadora de São Paulo que mora há 15 anos em Londres, liderava os gritos. "O Brasil está cansado de tanta corrupção. Claro que apoio o impeachment, mas não sei o que virá depois."

Na Argentina, os manifestantes tentaram ontem rimar, depois de cantar o Hino Nacional, a expressão "nossa bandeira nunca será vermelha".

Os cartazes pediam a saída da presidente, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exaltavam a Polícia Federal. Nomes de presos na Lava Jato foram escritos em folhas e colocados no chão, lado a lado.

A brasiliense Simone Bispo, estudante de medicina, levava um cartaz com agradecimentos em espanhol ao juiz federal Sérgio Moro. Ela justificou o texto na língua local: "Aqui na Argentina ainda se exalta Lula. Vim estudar medicina aqui porque não tive oportunidade no Brasil. E não tem essa de ser protesto de elite branca. Eu sou pobre", argumentou a estudante de 32 anos, que vive há cinco na Argentina.

Como outros estudantes que recebem ajuda em reais do Brasil, ela tem sido beneficiada pela tendência de queda do valor do dólar, associada pelo mercado à perspectiva de uma mudança do governo.

A reunião de 70 manifestantes contrastou com um ato semelhante contra o governo brasileiro no Obelisco pela presença de uma só ativista há alguns meses. Com colaboração de Fernando Nakagawa e Rodrigo Cavalheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.