27°
Máx
13°
Min

PT alega que oposição não tem votos para impeachment e conclama indecisos

Segundo partido a participar da sessão de discussão do impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira, 15, na Câmara, o PT argumentou que a oposição não tem a quantidade de votos necessária para aprovar o processo. Confrontados com diferentes levantamentos, deputados afirmaram que não vão desistir e conclamaram indecisos a se unirem a eles contra o impeachment.

Primeiro a discursar, o líder da sigla, Afonso Florence (PT-BA), questionou o cálculo de votos da oposição e deixou uma palavra de apoio aos parlamentares que ainda não revelaram o seu voto.

"Senhoras e senhores parlamentares indecisos publicamente, mas que já decidiram que votarão contra, se absterão ou não comparecerão para se protegerem: Vocês estão do lado certo, como a consciência brasileira está do lado certo", afirmou. Segundo ele, o PT possui uma lista com 208 deputados contra o impeachment.

Além do líder do PT, Paulo Teixeira (SP), Benedita da Silva (RJ), João Daniel (SE) e Arlindo Chinaglia (SP) discursaram durante o tempo do partido. Chinaglia dedicou seu discurso à questão jurídica e buscou confrontar a tese de que a presidente tenha desrespeitado a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas nem todos os deputados focaram a fala na denúncia de crime de responsabilidade.

Benedita fez um discurso forte, pautado nos avanços sociais conquistados durante o governo Lula e Dilma. "Quem não precisa dos auxílios, quem não precisa do governo, pode vir para cá e chamar a presidente de incompetente. Agora você brasileiro e brasileira, que sabe o que é dificuldade, sabe o que esse governo fez por você", defendeu. Ela deixou o púlpito sob os aplausos dos colegas governistas.

Após todos da lista se manifestarem, Florence voltou ao púlpito e tornou a convidar deputados indecisos para votarem contra o impeachment. "A maioria do povo brasileiro defende a democracia e é contra o golpe. Senhor e senhora deputado que está indeciso, vote contra o impeachment no domingo", disse o parlamentar.