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PT da Câmara classifica prisão de Mantega de ação 'seletiva e abusiva'

Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira, 22, a bancada do PT na Câmara dos Deputados classificou a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega de "ação seletiva e abusiva" da investigação da Operação Lava Jato. Assinada pelo líder Afonso Florence (BA), a nota repudia "com toda a veemência" a condução dos trabalhos e conclui que há motivação política nas investigações para atingir o PT às vésperas das eleições municipais.

Os petistas lembram que Mantega estava acompanhando um procedimento cirúrgico de sua esposa num hospital de São Paulo e que o ex-ministro nunca se recusou a prestar os esclarecimentos aos investigadores. A nota diz que no momento pessoal em que vive, Mantega não seria obstáculo para as investigações, o que torna a ação "absolutamente desnecessária e abusiva".

"Infelizmente, agentes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal têm cometido regularmente abusos gravíssimos, que neste caso violam a dignidade e os direitos fundamentais de Mantega e de sua família", diz a mensagem.

A nota afirma que a ação fere os direitos fundamentais e o Estado de Direito, num "espetáculo político de caráter seletivo" para atacar o PT e que configura "um regime de exceção inaceitável".

Os petistas aproveitam para sair em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Tendo em vista a proximidade das eleições municipais, é deplorável que promotores espetacularizem a investigação da Lava Jato e, sem provas e por mera convicção, acusem o ex-presidente Lula", destaca a bancada.

A conclusão da bancada é que as investigações tentam inviabilizar a candidatura de Lula para a sucessão presidencial de 2018. "Lamentamos que instituições tão caras à democracia estejam sendo usadas por alguns de seus agentes para interferir na disputa política no Brasil."