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PUCPR divulga pesquisa sobre perfil do jovem eleitor de Curitiba

(Foto: Divulgação) - PUCPR divulga pesquisa sobre perfil do jovem eleitor de Curitiba
(Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada, em julho, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) revela pontos importantes sobre o perfil do jovem eleitor de Curitiba. De acordo com o estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa de Mercado da Escola de Negócios da Universidade, com 400 entrevistados, de 18 a 24 anos, 62,8% empregados sem função de chefia, a saúde (55,7%) é a área de maior importância na gestão municipal. Seguida pela educação (16,8%) e segurança (12,7%).

Para Másimo Della Justina, cientista político da PUCPR, como a maioria dos jovens entrevistados está numa faixa de renda de menos de dois salários mínimos, não faz curso superior e está empregada, é possível que as expectativas de continuar estudando já diminuíram. “Por este motivo, preferem benefícios mais imediatos como é o caso da saúde, que sempre é um serviço emergencial para ele ou sua família”, diz.

Grande parte dos entrevistados (81%) relatam que não se candidatariam a cargos políticos. Sendo que, a justificativa de 42,4%, é que existe muita corrupção e 23,8% não entendem ou não gostam de política. Além disso, o estudo mostra que a maioria, 90%, não tem preferência por um partido político. Dos 10% restantes, 35,9% preferem o PT, 23,1% PSOL e 17,9% PSDB. Ainda de acordo com a pesquisa, para 65% dos entrevistados o posicionamento do candidato em relação ao impeachment da presidente Dilma interfere na escolha.

Em relação ao candidato pertencer a uma família tradicional da política, 97% não acreditam que este fator influencia na escolha. Sobre religião, a maioria, 72%, não consideram que ela interfira na escolha do candidato. Do total de entrevistados, 85,8% afirmam que o político não precisa ter a mesma religião que a sua. Ainda com relação aos fatores de influência, os eleitores relataram não ter preferência por candidatos políticos mais “jovens” (64%), na percepção deles sem definição da faixa etária. Por outro lado, 91% responderam que o candidato “jovem” consegue se comunicar melhor com a sua geração e para 76% eles podem trazer mais soluções inovadoras.

Meios de comunicação

Entre os veículos de comunicação mais utilizados para se informar sobre os candidatos, está a televisão, com 89,8%, seguida da internet (54,8%) e rádio (14%). Para a eleição deste ano, 73,5% dos entrevistados relataram que assistirão o horário eleitoral gratuito na TV, 72% assistirão/ouvirão debates e 50,8% buscarão saber mais sobre os candidatos/propostas por meio de redes sociais.

Para Marcos José Zablonsky, professor de Comunicação da PUCPR, a TV ainda é um canal importante de informação. “A agenda dos candidatos é um bom termômetro da dinâmica da campanha. O boca-a-boca e as pesquisas eleitorais vão ser um balizador para o processo de decisão do eleitor. Para o caso da eleição majoritária, os debates, programas eleitorais e entrevistas serão as fontes de informação da maioria dos eleitores”, explica.