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Reconduzido à secretaria-geral do PMDB, Lopes não deverá aceitar ministério

A convenção nacional do PMDB terminou com acordo entre os membros da Executiva do partido sobre a secretaria-geral da sigla, que havia se tornado motivo de impasse. O deputado Mauro Lopes (MG) foi reconduzido ao cargo de secretário-geral, uma sinalização de que o deputado não aceitará o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC) na próxima semana, como era previsto. Mais cedo, foi aprovada na convenção uma moção que proíbe os membros do PMDB de aceitarem cargos do governo até que sejam analisadas todas as outras onze moções apresentadas neste sábado (12).

"Se levar em conta as manifestações que vimos aqui na convenção hoje, em 30 dias teremos a independência do partido", afirmou o ex-ministro Eliseu Padilha, depois de anunciar o resultado da eleição. Inicialmente, Padilha assumiria o cargo de secretário-geral, o que mudou após Lopes concordar em não aceitar o cargo de ministro para se manter na secretaria-geral. Padilha assume agora a segunda vice-liderança.

"Em gesto de desprendimento, Lopes disse que não vai aceitar a SAC", confirmou o senador Romero Jucá (RR), eleito como vice-presidente do partido. Quando questionado sobre se o desembarque do PMDB representaria o fim do governo de Dilma Rousseff, o senador desconversou. "Eu diria que não é o fim do governo Dilma, mas sim que é um bom começo para o PMDB", disse Jucá.

Com a recondução de Michel Temer à presidência da legenda, assumem como vice-líderes o senador Romero Jucá (RR), o ex-ministro Eliseu Padilha (RS) e o deputado João Arruda (PR). Na primeira secretaria está o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA). O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, deputado Leonardo Picciani, assume como segundo secretário. O novo tesoureiro do PMDB é o senador Eunício Oliveira (CE), enquanto o senador Valdir Raupp (RR) foi escolhido como tesoureiro adjunto do partido.