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Renan: qualquer investigação precisa ser conduzida dentro do respeito à lei

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou, nesta sexta-feira, 4, nota pública em que defende o respeito à legalidade, afasta a radicalização política e afirma que investigações devem respeitar a Lei e o estado democrático de direito. A nota não cita o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ocorre logo após pronunciamento de Lula, que foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal nesta sexta para prestar depoimentos.

"Qualquer investigação precisa ser conduzida dentro do respeito a Lei e a Constituição Federal. O Brasil e sua democracia mais longeva já foram testados anteriormente e, sempre, estarão acima de tudo e de todos", afirmou em nota.

Segundo Renan, a nação passa por um período delicado na história, mas que deve-se buscar a serenidade e "sobretudo o respeito à legalidade".

Para o presidente do Senado, a instituições devem evitar a politização e o radicalismo. "As instituições devem guardar os limites de suas atribuições legais e qualquer politização ou radicalização - independente da origem - será um desserviço ao país." Ele também defendeu que os "valores absolutos do estado democrático de direito" precisam ser reiterados.

Delcídio

Renan se ausentou do Senado nessa quinta-feira, 3, e não comentou a divulgação de conteúdo das negociações de delação de Delcídio Amaral (PT-MS), que cita a presidente Dilma e o ex-presidente Lula e foi publicado pela revista IstoÉ. O presidente do Senado, desde o segundo semestre do ano passado, tem trabalho em conjunto com o governo na aprovação de matérias de interesse do Planalto.

Renan também evitou o acirramento das investigações contra Delcídio, trabalhando para impedir sua prisão, o que não chegou a se concretizar. Renan responde a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato.

Desde o início do ano, com agenda considerada mais liberal e alinhada com a oposição, especula-se a posição que o presidente do Senado tomará nas decisões políticas deste ano, com a possibilidade de impeachment de Dilma.