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Requião e Gleisi foram contrários ao impeachment

- Requião e Gleisi foram contrários ao impeachment

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (12) o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República e deu início oficialmente ao processo de investigação sobre os possíveis atos de improbidade administrativa que ela teria cometido no ano passado. Foram 55 votos a favor e 22 contra o impeachment.

Foram registradas três ausências (Eduardo Braga, Jader Barbalho e Delcídio do Amaral - este teve o mandato cassado nesta semana). Além disto, o presidente do Senado, Renan Calheiros, não tinha a possibilidade de votar.

Dos três senadores paranaenses, dois foram contrários ao processo de impeachment - Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) - e um favorável - Álvaro Dias (PV).

Confira a posição de cada um deles:


Álvaro Dias – A favor

O senador declarou que Dilma feriu de forma visível os alicerces básicos da Lei de Responsabilidade Fiscal, cometendo, assim, crime de responsabilidade. Dias criticou o “desastre administrativo” de Dilma e a sequência de denúncias de corrupção envolvendo o governo.

Na visão do senador, o impeachment começou há muitos anos. Ele lembrou que, em 2005, época do escândalo do mensalão, chegou a pedir o impeachment do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Para Dias, se as providências tivessem sido tomadas no tempo devido, o país não estaria assistindo a este rombo nos cofres públicos, nem ao crescente desemprego e à alta da inflação.


Gleisi Hoffmann - Contra

A senadora condenou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, e reiterou que não há provas de qualquer crime de responsabilidade praticado pela presidente da República. Na avaliação da senadora, o processo de impeachment em tramitação no Senado configura um instrumento concebido para cancelar o resultado das últimas eleições presidenciais.

Gleisi destacou que a democracia favoreceu a eleição da primeira mulher para a Presidência da República, assim como o convívio com a tolerância. A senadora afirmou ainda que Dilma foi uma das mulheres que mais ousou no combate à corrupção, dando autonomia de investigação à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Judiciário.


Roberto Requião - Contra

O senador afirmou que o instituto do impeachment está sendo usado como “uma espécie de referendo revogatório ou recall parlamentar”, instrumentos que não existem na legislação brasileira. Requião disse que o impeachment “depende de um crime de responsabilidade”, algo que a presidente Dilma nunca praticou em sua opinião.

O senador declarou ainda que o mesmo tipo de decreto de crédito suplementar assinado por Dilma também já foi solicitado pelo Tribunal de Contas da União, pelo Supremo Tribunal Federal e até pelo Senado, além de ter sido feito por muitos dos presidentes anteriores a Dilma.

Colaboração Agência Senado