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Reunião para definir desembarque do PMDB do governo pode ser adiada para abril

Líder do PMDB na Câmara, o governista Leonardo Picciani (RJ) defendeu que a reunião do diretório nacional para definir o desembarque da legenda do governo seja adiada para o dia 12 de abril. O encontro estava previsto para a próxima terça-feira, 29.

Segundo Picciani, o pedido de adiamento vem do Senado e tem apoio de alguns deputados e de ministros que resistem em entregar seus cargos. Até o momento, 12 diretórios sinalizaram intenção de romper com o governo.

"Acho que, neste momento, o governo deve tomar uma decisão mais coeso", disse Picciani, para quem uma decisão sob tensão pode gerar um racha desnecessário à legenda. "Minha preocupação não é com cargo, mas é uma preocupação para que o partido tome uma decisão amadurecida e marche com unidade", disse o líder do PMDB.

Segundo o deputado, setores do partido defendem a extensão do prazo até meados de abril, "dia 12 ou data próxima", o que completaria os 30 dias estipulados na convenção partidária.

"Isso em benefício da unidade partidária. Talvez com mais tempo o partido tenha possibilidade de tomar uma posição que não leve a rusgas internas. O PMDB está há muitos anos na coalizão do governo. Não será uma, duas ou três semanas que mudarão isso. Pode-se debater este tema. É legítimo que se faça essa reunião, mas a cautela não prejudica, muito pelo contrário", disse o líder do PMDB.

O presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, ex-ministro e braço direito do vice-presidente da República, Michel Temer, disse ao jornal O Estado de S.Paulo que a data do encontro já foi publicada no Diário Oficial e que uma mudança exigiria "procedimentos legais".