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Ronan Maria Pinto diz que 'nunca recebeu dinheiro de origem política'

O empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto, preso na Operação Carbono 14 - desdobramento da 27ª fase da Operação Lava Jato -, afirmou em depoimento à Polícia Federal que "nunca recebeu dinheiro de origem política". Os investigadores apuram por que Ronan Maria Pinto teria sido destinatário final de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões do Banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai, em outubro de 2004.

Dono do jornal Diário do Grande ABC e da Expresso Nova Santo André Empresa de Transporte Urbano e Rodoviário de Santo André, o empresário foi ouvido ontem pela PF. Ele está preso desde sexta-feira passada.

Durante o depoimento, Ronan Maria Pinto disse à PF que não conhece o operador de mensalão Marcos Valério. "Não é verdade a afirmação de Marcos Valério de que o depoente tinha interesse na compra o jornal Diário do Grande ABC, por conta de notícias que o vinculavam a morte do prefeito Celso Daniel", relatou o empresário.

Em 2012, o operador do Mensalão Marcos Valério afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que o PT teria pedido a ele para providenciar R$ 6 milhões para Ronan Maria Pinto, que estaria chantageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então secretário da Presidência Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu. Ronan teria informações comprometedoras a revelar sobre a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), ocorrida em 2002.

O empresário também falou sobre suspeitas de corrupção em Santo André. "Sobre seu conhecimento a respeito do esquema de corrupção no sistema de transportes na Prefeitura de Santo André, disse que nunca praticou atos de corrupção que soube sobre esse esquema de corrupção pela imprensa depois da morte do prefeito Celso Daniel.", aponta o depoimento.