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Rosso demonstrará 'parcialidade' se comissão funcionar no sábado, diz Picciani

O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), criticou nesta quinta-feira, 7, a decisão do presidente da Comissão Especial do Impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), de estender a sessão de discussão do parecer contra a presidente Dilma Rousseff durante o fim de semana. O peemedebista afirmou que, se a decisão se confirmar, Rosso estará adotando um rito "casuísta" e demonstrando "parcialidade" no processo.

Mais cedo, o presidente da comissão divulgou nota informando que a sessão de discussões do parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-G)) começará as 15 horas desta sexta-feira, 8, e poderá se estender até sábado, 9, já que há previsão de ao menos 108 inscritos e 25 líderes para falar, o que totalizaria 27 horas e meia de discursos. Rosso se comprometeu, contudo, que só colocará o relatório para votar na segunda-feira, 11, prazo limite para votação.

"Se ele (Rosso) tomou essa decisão, cometeu uma falha gravíssima", afirmou Picciani. Apesar de não haver proibição regimental para que a comissão funcione no fim de semana, o líder do PMDB defendeu que o presidente do colegiado deve seguir os trâmites comumente utilizados na Casa, caso não haja acordo entre os líderes sobre os procedimentos. "Não é corriqueiro a Casa funcionar no fim de semana", afirmou Picciani.

Impeachment Temer

Picciani informou que não indicará nenhum membro para a comissão especial do impeachment do vice-presidente Michel Temer. "Não encontramos deputados do PMDB dispostos. Dessa forma, não tenho quem indicar", afirmou. Nos bastidores, contudo, a informação é de que líderes da oposição e do PMDB fecharam acordo para não indicarem membros para o colegiado até o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar recursos da Câmara contra a liminar que obrigou a Casa a instalar a comissão.