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Segundo round: Gleisi é hostilizada em audiência na Alep

(Foto: Divulgação/Movimento Brasil Livre-Curitiba) - Segundo round: Gleisi é hostilizada em audiência na Alep
(Foto: Divulgação/Movimento Brasil Livre-Curitiba)

A audiência pública para discutir a situação dos imigrantes e refugiados no Paraná, marcada para esta manhã (8), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, resultou em tumulto e manifestações. De acordo com a assessoria de imprensa da Casa, não foi o tema específico o motivo da discórdia, e sim a participação da senadora Gleisi Hoffmann, que representa a Comissão dos Direitos Humanos do Senado da República. No entanto, a informação repassada por pessoas que presenciaram o acontecido, é um pouco diferente, e dá conta de que quando os imigrantes usavam a tribuna para discursar, pedindo por mais saúde, educação, por exemplo, os manifestantes diziam que também precisam.

Ainda de acordo com o relato de pessoas que participaram da sessão, o problema maior foi registrado quando a senadora chegou a Alep. Neste momento, ela teria sido bastante hostilizada, sendo que foi preciso ‘escondê-la’ e pedir calma a plateia.

Os ânimos se acirraram ainda mais quando um outro grupo, favorável à senadora, também teria entrado no caso e um tumulto generalizado foi registrado. Este grupo gritava que ‘não vai ter golpe’ e o outro rebatia com xingamentos e com declarações de que a senadora seria “filha ingrata do Paraná”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da senadora para verificar um posicionamento em relação a situação, e foi informada que “no momento, a senadora está participando da audiência, que segue em andamento e não irá se manifestar, por ora”.

Audiência

Conforme a assessoria da Alep, o evento foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia Legislativa e reuniu cerca de 100 pessoas e contou com a participação de representantes de grupos de imigrantes. Conforme a assessoria, o Paraná já recebeu cerca de 60 mil imigrantes, a maioria deles procedentes da Síria e do Haiti. Entre quinze e vinte mil vivem em Curitiba e cidades da Região Metropolitana de Curitiba. A audiência terá a participação de representantes da Prefeitura de Curitiba, do Governo do Estado, do Conselho Nacional de Refugiados e do Ministério da Justiça.

Gleisi comenta a situação

Nesta tarde, a senadora divulgou uma nota, em que afirma compreender o momento político. Ela, no entanto, diz não concordar com o “ataque”. Confira o texto na íntegra:

"Manifestações são próprias da democracia e é pela democracia que nós estamos lutando. As pessoas têm o direito de criticar, de se expressar. O que acho demasiado é a agressão, o insulto, o ataque. Participei a vida toda de manifestações e nunca destratei ninguém. Não é isso que constrói, o que constrói é a troca de ideias, o diálogo. 

Mas compreendo o momento político e a forma como a população recebe as informações. Não é por isso que vou deixar de fazer qualquer atividade. Vou continuar meu trabalho em Brasília e no Paraná, sempre em defesa da democracia, da paz e da justiça social".