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Seis senadores discursam a favor do impeachment

Em sequência, quatro senadores discursaram em plenário a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse que o dia "não é de festa ou celebração", mas que o afastamento de Dilma é necessário "para retomar o crescimento e o desenvolvimento do País, que não suporta mais retrocessos."

"Não há mais tempo para errar e nem a perder", disse Alcolumbre. "Profundas reformas deverão ser implementadas, bem como medidas emergenciais", sugeriu.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por sua vez, disse que até tentou buscar uma solução "menos dolorosa", mas que o "esgotamento" do governo Dilma o levou a se decidir pela admissibilidade do processo. "A margem expressiva da votação na Câmara foi consequência e não causa desse esgotamento."

Nogueira afirmou que Dilma "não tem base mínima de apoio" e que isso é um "entrave ao pleno desenvolvimento do Brasil". "Torna-se aflitivo quando tal debilidade vem junto a uma crise econômica de enormes proporções, situação em que os governos devem ser ainda mais fortes", afirmou o pepista.

Apesar de votar contra Dilma, Nogueira elogiou o ex-presidente Lula. "Deixou boas recordações e um legado de políticas sociais que significaram muito para o povo do Piauí. Não deixa de ser um momento triste encerrar um ciclo que começou com ele", lamentou.

Próximo a falar, o senador Ivo Cassol (PP-RO) usou quase todo o seu tempo de fala para elogiar a fosfoetanolamina, a chamada "pílula do câncer", e parabenizou Dilma por ter sancionado, em abril, a liberação da substância. Mas, no fim, votou pela admissibilidade do processo. "A partir do momento em que um governo perde credibilidade, ele não reconstrói", justificou.

Benedito de Lira (PP-AL) também votou a favor do afastamento de Dilma. "Vivemos um momento único de nossa história. A atual crise é palpável, pode ser sentida minuto a minuto", afirmou.

Presidente da comissão especial do impeachment, o senador Raimundo Lira (PMBD-PB) se manifestou já na manhã desta quinta-feira pela admissibilidade do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Em uma fala breve, disse que não iria entrar no mérito da denúncia.

No início da fala, ele destacou que procurou conduzir a comissão sob um comportamento suprapartidário e imparcialidade na condução dos trabalhos, voltando a dizer que seu objetivo era "não permitir que a maioria (oposição) esmagasse a minoria (governo)".

Imediatamente antes, outro peemedebista também anunciou voto pela abertura do processo. "O voto que farei nesta manhã não é pelo impeachment da presidente da república, mas pela admissibilidade do processo proposto. A votação de hoje não encerra o processo. Na prática, autoriza o andamento dele", afirmou Edison Lobão (PMDB-MA).