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Senadora acusa CUT de intimidar pessoas para comparecerem a ato pró-Dilma

A senadora Ana Amélia (PP-RS) acusou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) de distribuir panfletos com "intimidação" para convencer as pessoas a participarem de manifestações favoráveis ao governo. Segundo a senadora, os panfletos pregam o fim de benefícios sociais caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada.

"Está escrito: vão acabar com o 13º salário, com pagamento de horas extras, multas por demissão e o FGTS. Quem já é funcionário público vai ser ferrado também. Direitos como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Prouni, Pronatec, crédito rural para agricultores familiares, financiamentos com juros baixos para quem ganha pouco também serão tirados dos cidadãos, afinal não dão lucros para empresas e bancos. Empresas estatais como Caixa, BNDES, companhias de energia e águas, Correios serão privatizadas. É o que diz esse folheto da CUT distribuído para atemorizar", afirmou Ana Amélia em discurso em plenário.

Segundo a senadora, o panfleto foi distribuído na rodoviária de Brasília e é um "instrumento de intimidação", que teria sido utilizado também durante as eleições de 2014. Ana Amélia divulgou o vídeo em suas redes sociais, onde internautas afirmaram terem recebido os mesmos panfletos em outras regiões do País.

Plano Temer

Procurada pela reportagem, a CUT não confirmou se os panfletos em questão foram de fato distribuídos pela entidade. Mas afirmou que as críticas feitas nos materiais assinados pela instituição têm por base os discursos do presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, e o documento "Uma Ponte para o Futuro", que reúne propostas do PMDB.

No último domingo, o jornal O Estado de S.Paulo mostrou que a plataforma do vice-presidente Michel Temer tem por objetivo cortar subsídios e diminuir gastos públicos. As medidas incluem revisão de programas sociais, mudanças na concessão de bolsas de estudo, cortes de despesas e até alternativas para tornar o SUS mais eficiente. Na entrevista, Moreira Franco, que faz parte do seleto grupo de assessores de Temer, confirmou as medidas mas não entrou em detalhes.