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Sessão da Câmara tem tumulto e princípio de briga entre deputados

O clima esquentou no plenário após três horas de uma sessão até então tranquila para avaliar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Na sessão, reservada para discursos individuais, o tumulto começou quando o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) assumiu o microfone para um pronunciamento no lugar do deputado Helio Leite (DEM-PA), que estava inscrito, mas não presente no plenário. Após protestos de parlamentares contrários ao impeachment, Beto Mansur (PRB-SP), que preside a sessão, cortou a fala de Fraga.

"Vocês estão com medo, são um bando de corruptos", disse Fraga, aos gritos. Ele foi rebatido por parlamentares do governo. "Aqui não ganha no grito. Sai da tribuna, golpista", disseram parlamentares. Fraga desceu e foi a um dos microfones utilizados para o aparte, mas não teve tempo de falar. Após críticas de Valdir Prascidelli (PT-SP), Fraga partiu para cima do petista com o dedo em riste e foi recebido da mesma maneira. Ambos foram separados e o clima se acalmou.

Após alguns discursos seguintes, Mansur pediu, sem sucesso, "calma e respeito" aos parlamentares e lembrou que a sessão estava sendo transmitida para todo o País. No discurso seguinte, o deputado Rocha (PSDB-PA) foi interrompido pelos gritos de "não vai ter golpe". Depois do deputado paraense, Gilvaldo Vieira (PT-ES) começou o discurso, agora sob críticas de parlamentares da oposição, e os mandou calarem a boca.

Mansur tentou novamente acalmar os ânimos, pediu colaboração dos deputados e concedeu mais um minuto a cada um dos dois parlamentares, que conseguiram encerrar os pronunciamentos. No entanto, após outras falas, João Rodrigues (PSD-SC) também foi interrompido por gritos de deputados governistas e rebateu: "fica quieto, vocês ofendem o povo brasileiro todos os dias. Enquanto eu falo na tribuna, calem a boca".