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Sessão para debater parecer sobre impeachment na comissão já dura 10 horas

Já dura 10 horas a sessão na Comissão Especial do Impeachment na Câmara para debater o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff no colegiado.

A sessão, que começou por volta das 15h30 dessa sexta-feira, 8, é marcada por calmaria no geral, salvo algumas rápidas discussões que ocorreram. Deputados pró e contrários ao impeachment se revezam em suas falas.

Até 1h30 deste sábado, 37 dos 116 deputados inscritos já discursaram. A expectativa era de que a sessão fosse até 4 horas deste sábado, mesmo que todos os inscritos não conseguissem falar, mas o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), já admitiu que poderá estendê-la até 7 horas.

Há deputados que estão chegando durante a madrugada para discursar. Alguns dos que já falaram deixaram a Câmara após o discurso. Para tentar driblar o cansaço e o sono, houve até deputado que trouxe energético para os colegas e assessores da Casa que estão trabalhando.

Nos corredores próximos à comissão, ativistas contrários ao impeachment estão oferecendo pão com mortadela aos parlamentares. Diante da polarização política no País, convencionou-se relacionar mortadela aos apoiadores do governo e coxinha aos defensores do impeachment.

Críticas

Em seus discursos durante a sessão da comissão, deputados governistas e opositores estão deixando o teor do parecer do relator Jovair Arantes em segundo plano e focando suas falas nas críticas um ao outro.

Governistas têm ressaltado que partidos da oposição também são acusados de atos corrupção e acusam opositores de não aceitar perder as últimas eleições e querem tirar Dilma do cargo por meio de um "golpe".

Focam ainda na estratégia de lembrar que a linha de sucessão presidencial é integrada por membros investigados por corrupção, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo na linha de sucessão.

Já parlamentares da oposição está centrando suas críticas em acusações e suspeitas contra o governo Dilma, algumas alheias ao parecer do relator, bem como contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Opositores apostam também na estratégia de afirmar que aqueles que votarem contra o impeachment estarão concordando com os crimes de responsabilidade a que a petista é acusada na representação do afastamento.

Votação

Após ser discutido nessa sexta-feira e sábado, o parecer está previsto para ser votado na próxima segunda-feira, 11. A sessão começará as 10 horas, mas a votação de fato deve acontecer por volta das 17 horas.