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Silêncio marca a primeira sessão dos vereadores presos na ‘farra das diárias’

Silêncio marca a primeira sessão dos vereadores presos na ‘farra das diárias’

Um dia marcado pelo silêncio de sete dos oito vereadores presos em Itaipulândia. Durante a sessão que durou menos de meia hora, ninguém falou nada sobre as prisões. O plenário estava lotado. Todos a espera de uma resposta por parte dos vereadores presos. O silêncio foi o que indignou.

Para demonstrar a insatisfação com o cenário político de cidade uma professora usou cartazes, nariz de palhaço e as cores da bandeira do Brasil no rosto.

“Estou cansada de tantas coisas erradas, isso é uma palhaçada”, disse Maria Aparecida.

O único que aceitou falar foi o presidente da casa. Vilso Serena do PP. Ele disse que não sabe por que foi preso. Questionado sobre a situação diante dos eleitores, o parlamentar apenas disse desconhecer o motivo da prisão.

As prisões

Os vereadores e quatro servidores públicos foram presos durante uma operação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado no último dia 12 de abril. Eles são acusados de envolvimento num esquema de fraude nos valores de diárias de viagens.

De acordo com as investigações os prejuízos ao município chegam a 500 mil reais. Todos os envolvidos ficaram presos por 10 dias. Durante esse período, o único vereador que não foi preso, Roberto Piana do PT, assumiu a presidência da casa.

Os suplentes foram convocados, mas ficaram apenas cinco dias na câmara e tiveram que abandonar as funções por conta de uma determinação judicial. Os vereadores conseguiram na justiça uma permissão para voltar aos cargos. De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná seria muito caro manter os oito vereadores que estavam presos e também os suplentes. Os gastos mensais aos cofres públicos poderiam chegar a pelo menos 54 mil reais.

Para quem foi à Câmara de Itaipulândia em busca de respostas voltou para casa com o silêncio dos vereadores.

Colaboração: Márcio Falcão / Rede Massa