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Temer embarca para São Paulo

O presidente em exercício, Michel Temer, embarcou nesta sexta-feira, 3, para São Paulo para passar o final de semana. Hoje, Temer passou o dia no Palácio do Jaburu. Pela manhã, ele se reuniu com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com o ministro do Planejamento (Dyogo Oliveira).

O tema da reunião foi dar uma resposta a notícia veiculada pela Folha de S. Paulo da autorização da Câmara dos Deputados para a criação de 14 mil cargos, aprovados em um dos diversos projetos que concedeu reajuste aos servidores público. Ao tomar posse, Temer prometeu cortar 4 mil postos comissionados na máquina estatal.

Logo após o encontro, o ministério do Planejamento divulgou nota de esclarecimento e afirmou que "não houve criação de novos cargos na administração federal, que gerasse aumento de despesas". "O que houve foi a compensação com a extinção de outros cargos equivalentes", diz o texto, que foi elaborado pelo ministro Dyogo Oliveira, após encontro com Temer.

Assim como fez em coletiva ontem no Planalto, na nota, o ministro do Planejamento reiterou que o reajuste dos servidores recompõe parcialmente as perdas provocadas pela inflação e que essa recomposição foi diluída em até quatro anos nas medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados.

"Entrarão em vigor a partir de agosto deste ano com impacto orçamentário de R$ 7 bilhões. Esse valor já estava previsto no Orçamento Geral da União de 2016, além de contabilizado no déficit previsto de R$ 96 bilhões pelo governo anterior", afirmou. Por fim, o ministro ressalta que o caso dos servidores do Judiciário, que, segundo a pasta, estavam sem reajuste nos vencimentos básicos, há nove anos.

"O governo vetou recentemente aumento aprovado pelo Congresso de até 70%. Portanto, muito maior que o acordado entre os servidores e o governo: de 16% a 40%, que serão aplicados nos próximos cinco anos. Mesmo estes aumentos também são inferiores à inflação do período", diz a nota.