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Vereadores eleitos em Curitiba gastaram em média R$ 7,40 por voto

(Foto: Divulgação) - Vereadores eleitos em Curitiba gastaram em média R$ 7,40 por voto
(Foto: Divulgação)

Os vereadores eleitos para a próxima legislatura em Curitiba gastaram em média R$ 7,40 por voto, valor 46% menor do que o necessário em 2012, que foi de R$ 13,75 por voto. O cálculo foi feito com base nas declarações de arrecadações e gastos enviadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no número de votos recebidos por cada um. A redução é um efeito da reforma eleitoral do ano passado, que proibiu doações de empresas e limitou os valores máximos das campanhas com base no tamanho do eleitorado da cidade.

O voto mais “caro” neste ano foi na vereadora Professora Josete (PT): R$ 34,08. A petista declarou gastos no valor de R$ 151.057,59 e obteve 4.432 votos. Já o voto mais “barato” foi o destinado a Dona Lourdes (PSB): apenas R$ 0,50. Aos 88 anos e rumo ao quarto mandado na Câmara Municipal, ela gastou somente R$ 3.625,24 durante a campanha e foi reeleita com 7.142 votos.

Serginho do Posto (PSDB), o mais votado para vereador neste ano (11.272 votos), gastou R$ 10,28 por voto. Ele declarou gastos de R$ 115.986,87. Os maiores gastos foram com materiais gráficos: R$ 17.520 para uma editora e R$ 10.006,46 para uma gráfica.

O menos votado foi Ezequias Barros (PRP), que não declarou arrecadação e gastos (3.006 votos). A segunda menos votada, Maria Leticia Fagundes (PV), gastou R$ 19,3 por voto. Foram 3.311 votos e gastos de R$ 64.183,23. Ela gastou mais com postagens (R$ 13.455,94) e uma prestadora de serviços (R$ 12.281,09). Além de Dr. Wolmir (PSC), a reportagem não levou em conta os dados de Ezequias Barros (PRP), que não fez nenhuma declaração financeira ao TSE até o término da campanha.

Dívidas

Diferentemente da campanha para prefeito, onde os dois candidatos que foram para o segundo turno e os derrotados no primeiro turno têm dívidas altas, na campanha para vereador as dívidas são pequenas. Entre os 36 que declararam a movimentação financeira, 24 já quitaram seus débitos, de acordo com as declarações feitas ao Tribunal Superior Eleitoral. A dívida total dos 12 que ainda não pagaram todos os seus compromissos é de R$ 57.029,95.

A maior dívida é a de Osias Moraes (PRB): R$ 13.357,66. Ele arrecadou apenas R$ 11.364,26 e pagou R$ 500 em serviços prestados. Além dele, outros dois eleitos estão “no vermelho”: Professor Euler (PSD), que deve R$ 5.990, e Fabiane Rosa (PSDC), que deve R$ 3.138,46. Euler arrecadou R$ 1.050 e pagou R$ 500 em dívidas; já Fabiane Rosa pagou dívidas no valor de R$ 1.420 e arrecadou R$ 2.185 durante a campanha. Os outros parlamentares eleitos que devem têm dinheiro em caixa para quitar as dívidas: Bruno Pessuti (PSD), Colpani (PSB), Hélio Wirbiski (PPS), Julieta Reis (DEM), Marcos Vieira (PDT), Pier (PTB), Rogério Campos (PSC), Toninho da Farmácia (PDT) e Zezinho Sabará (PDT).

Com informações Bem Paraná