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Votação do projeto da ‘água de graça' em bares e restaurantes é adiada

(Foto: Luiz Mandelli/Rede Massa) - Votação do projeto da ‘água de graça' em bares e restaurantes é adiada
(Foto: Luiz Mandelli/Rede Massa)

O projeto de lei que prevê a obrigatoriedade de servir água potável a todos os clientes que solicitarem, voltou a discussão na Câmara de Vereadores de Curitiba nesta manhã (26), mas a decisão acabou sendo adiada, já que autora do projeto, vereadora Julieta Reis, pediu adiamento por 20 sessões. Pedido feito, e aceito.

O caso vem sendo discutido há algum tempo, e a intenção é que todos os estabelecimentos que comercializam alimentos, sejam ‘obrigados’ pela lei a servir água potável, filtrada, a todos os clientes que pedirem.

De acordo com a vereadora Julieta, em alguns casos, a obrigatoriedade é apenas uma forma de se criar um hábito. “Como quando você obriga um filho a lavar as mãos antes das refeições, até que ele crie o hábito de fazê-lo sem que seja uma obrigação”, diz. “Essa lei, vem primeiro para ser uma simpatia dos comércios para os clientes, e uma forma de criar o hábito nas pessoas”.

Alguns se mostraram favoráveis, outros contrários. O momento de ‘crise’ econômica foi citado pelos contrários à aprovação da medida. O vereador Dirceu Moreira (PSL) destacou que o comércio trabalha com venda de bebidas, inclusive água, e que seria prejudicado com a Lei. Felipe Braga Côrtes (PSD), afirmou que “a lei fere a iniciativa privada e que o parecer da Comissão de Legislação foi pelo arquivamento”.

Diante do ‘impasse’ e do que foi classificado por Julieta como ‘não entendimento correto da lei’ por parte de comerciantes e até de alguns vereadores, ela optou por pedir o adiamento da votação, e afirmou que usará este tempo para debater e explicar ao setor a intenção e o funcionamento da lei.

Colaboração Elisa Rossato/Luiz Mandelli/Rede Massa