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Wagner diz que impeachment só ocorreu porque PMDB temia avanço da Lava Jato

O ex-ministro do governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Jaques Wagner, usou as redes sociais para criticar as conversas do ministro do Planejamento, Romero Jucá, e do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. "Após uma semana de sucessivas notícias negativas, vieram à tona hoje diálogos estarrecedores do ministro do Planejamento, Romero Jucá. As conversas dele com Sérgio Machado não deixam margem para dúvida: o impeachment só ocorreu porque o PMDB temia o avanço da Lava Jato", escreveu Wagner.

Em uma das postagens, Wagner destaca uma foto de Jucá com os dizeres: "Farsa definitivamente desmascarada. Objetivo do golpe era estancar sangria da Lava Jato". A frase faz menção à fala de Jucá que, de acordo com a Folha de S.Paulo, sugere a existência de um pacto para obstruir a operação. Em coletiva de imprensa nesta manhã, o ministro disse que não se referia à Lava Jato e que estava falava sobre a "sangria" na economia do País.

Segundo Jaques Wagner, a cada dia que passa fica mais evidente que o governo Temer "não tem condições de oferecer soluções aos anseios do país". "Não era para combater a corrupção que eles queriam tirar @dilmabr do poder. Era justamente para permitir que os malfeitos continuassem ocorrendo livremente", afirmou.

O ex-ministro de Dilma afirmou ainda que até mesmo grupos e setores que apoiaram o impeachment já perceberam isso e começam a se manifestar. Ele pediu que a Justiça investigue "de modo firme e célere mais essas denúncias contra Jucá e o grupo político do qual ele faz parte".