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Com investimento de 35 milhões, indústria paranaense duplica a capacidade produtiva

Foto: Assessoria de imprensa - Com investimento de 35 milhões, indústria paranaense duplica a capacidade produtiva
Foto: Assessoria de imprensa

Na Sooro, inovação é rotina! A empresa que nasceu em 2001 a partir de uma oportunidade de negócio enxergada por seus fundadores William da Silva e Esméria Engels na cidade de Marechal Cândido Rondon, no interior do Paraná, não para de crescer e investir em novos produtos.

Já reconhecida nacionalmente pela produção de concentrado de soro do leite, a empresa iniciou em 2008 um projeto ambicioso para se tornar a primeira fabricante nacional do famoso whey protein; e isso aconteceu já em 2011, com a instalação da primeira torre de secagem (Spray Dryer) e o lançamento no mercado do WPC (Whey Protein Concentrate) com 35% de proteínas.

Porém, para este ano, a ambição é ainda maior: produzir o WPC com concentrações superiores de proteínas (80%) na versão “instantâneo”.

Para tornar isso possível, o diretor-executivo Hélio Alves Garcia afirma que foram necessários vários anos de estudos e um investimento milionário.

“Entre a análise inicial do projeto e a conclusão da obra foram cerca de dois anos, com investimento de aproximadamente 35 milhões. Isso porque não envolve só um equipamento. Além dos equipamentos principais, são necessários vários equipamentos periféricos para que seja possível produzir com eficiência e qualidade. Investimos também em uma nova caldeira e ampliamos a capacidade dos serviços de suporte como energia elétrica, água, ar comprimido, tratamento de efluentes e mão de obra. É, realmente, um projeto grandioso! A área instalada deste novo projeto é de cerca de 4000 m² e, com ela, vamos gerar, aproximadamente, 30 novas vagas de emprego”.

Com a nova tecnologia, até então inédita no Brasil, a Sooro vai dobrar a capacidade de produção a partir do segundo semestre deste ano, passando de 750 para 1.500 toneladas por mês de soro do leite em pó.

“Estamos prevendo um crescimento gradual na produção do WPC 80. Sabemos que é um mercado um pouco diferente, mas nós estamos acreditando muito neste produto”, afirma o fundador e presidente da Sooro, William da Silva.

Como funciona?

A tecnologia dinamarquesa trazida para o Brasil pela Sooro permite fazer a separação dos três grandes componentes do soro do leite: as proteínas, a lactose e os sais minerais.

“Quando você passa o produto pela membrana, ela faz uma filtragem e retém as proteínas, que são as moléculas maiores. É como se fosse, genericamente, um filtro. Como as proteínas têm um peso molecular maior, elas ficam retidas e a lactose e os minerais acabam passando por essa membrana. Aí nós temos dois tipos de produtos: o whey protein, composto pelas proteínas, e o permeado, composto por lactose e sais minerais”, explica Hélio.

Tanto o WPC quanto o permeado são produtos largamente utilizados no Brasil, especialmente para suplementação alimentar e como ingredientes em formulações de alimentos.

Exportação

Atualmente, a Sooro já possui habilitação para exportar seus produtos, mas, de acordo com o diretor-executivo, o mercado interno tem absorvido toda a produção.

“Felizmente, não tem sobrado muito produto para exportarmos, por conta da grande demanda dos clientes nacionais. Talvez agora, com esse aumento da capacidade produtiva, a gente consiga iniciar o processo de exportação. Estamos na expectativa”.

Sobre a Sooro

A fundação oficial da Sooro data de fevereiro de 2001. Naquela época, a empresa contava com apenas treze colaboradores - entre eles os fundadores William da Silva e Esméria Engels; e tinha capacidade de industrialização de 150 mil litros de soro do leite por dia.

O subproduto líquido obtido no processo de fabricação do queijo sempre foi o produto principal da Sooro, mas no início não era fácil obtê-lo.

Os fornecedores achavam a margem de lucro muito pequena para o trabalho e o investimento em equipamentos que eram exigidos. 

Foi nessa época que a Sooro, inclusive, financiou a compra e a instalação de máquinas para pequenas propriedades fabricantes de queijo, com o objetivo de incentivar a destinação desta matéria-prima que eles tanto almejavam e que, quando não é utilizada para fins industriais, possui um potencial poluidor muito grande; e precisa receber o tratamento físico-químico adequado antes de ser devolvida à natureza.

Com isso, o crescimento foi natural! Aos poucos a Sooro ia se desenvolvendo, produzindo mais e mais, até que em 2005, o volume de produção já não era suficiente para atender a demanda e foram feitos os primeiros investimentos em equipamentos de concentração por membranas, uma tecnologia que a Sooro foi uma das primeiras no Brasil a utilizar para o processamento de soro.

A partir de 2008, a situação inverteu e a Sooro já estava com uma capacidade de produção maior do que os clientes podiam absorver.

Foi aí que teve início um projeto para que a empresa pudesse realizar também a secagem do soro para fabricar produtos em pó e, com isso, ampliar seu mercado consumidor.

A instalação da primeira torre de secagem aconteceu em 2011 e, agora em 2016, foi inaugurada a segunda torre.

Hoje, a empresa está localizada em uma área de 120 mil m² no município de Marechal Cândido Rondon (PR), conta com uma equipe de aproximadamente 250 colaboradores, possui Laboratórios de Análises Microbiológicas, Físico-Químicas e de Processos, Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento e de Meio Ambiente e também as certificações de qualidade BRC Global Standards, Produtos Halal e Produtos Kosher.

Colaboração: Contelle Assessoria