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Tecnologia: vilã ou mocinha?! Como a vida online transformou nossas relações

Foto: Assessoria - Tecnologia: vilã ou mocinha?! Como a vida online transformou nossas relações
Foto: Assessoria

Em um emblemático dia de dezembro de 2015, os brasileiros redescobriram formas de se comunicar: voltaram a utilizar antigos mecanismos de conversa, ressuscitaram as empoeiradas mensagens SMS e até as ligações telefônicas ficaram obrigatoriamente mais frequentes. 

Foi uma rápida e intensa crise gerada pela ausência do WhatsApp, esse poderoso aplicativo que revolucionou as relações pessoais e profissionais. A justiça decidiu bloqueá-lo por 48 horas, depois voltou a bloquear o serviço em maio de 2016. Sem ele, das duas uma: ou você se desesperou e baixou outros aplicativos semelhantes, ou relaxou por ficar livre da avalanche de mensagens que sobrecarrega o celular e a cabeça.

Esses comportamentos revelam apenas uma pontinha do gigantesco iceberg que a tecnologia representa no nosso dia a dia. Fomos seduzidos pela magia do mundo tecnológico. “Mudamos a maneira com que nos relacionamos, fazemos negócios, atingimos pessoas, reduzimos distâncias. A tecnologia derrubou barreiras e, de certa forma, também nos deixou sem limites em alguns aspectos”, explica Diego Nicolau, master coach da Kasulo Desenvolvimento Humano de Cascavel, demonstrando que apesar dos benefícios, a vida virtual, online, conectada, também nos trouxe complicações, como a Síndrome do Pensamento Acelerado (Cury, 2013). 

“Sentimos como se o outro tivesse a obrigação de nos responder instantaneamente e essa expectativa nos tira o foco de qualquer outra atividade. Projetamos nosso pensamento em outro momento que não é o presente e isso faz com que tenhamos retrabalho e atraso no cumprimento das nossas metas. Sem contar que o uso noturno, principalmente do smartphone, faz com que nosso cérebro não desligue, pois ele interpreta que estamos em horário ativo, não produzindo a melatonina, o hormônio do sono”, detalha Nicolau.

Quando os limites forem transgredidos e você perceber que chegou a esse momento tenso, algumas ferramentas podem te ajudar:

  • Elenque as prioridades do dia, da semana e do mês. Deixe isso bem escrito em algum lugar e busque responder solicitações vindas pelas redes (WhatsApp, Facebook, Twitter) em horários específicos.
  • Aplique o método Pomodoro (que inclusive tem aplicativo com o mesmo nome), em que a cada 25 ou 50 minutos de trabalho, há 5 ou 10 minutos de intervalo. Utilize esse break para entrar nas redes, conversar com um colega, tomar um café, responder mensagens. Ao final, o aplicativo avisará quando deve voltar ao trabalho. Essa é uma bela maneira de usar a tecnologia dos aplicativos a seu favor.

Como o coaching pode contribuir

O método coaching vai te ajudar a elencar prioridades, organizar as atividades dentro do tempo disponível e lidar com hábitos “sabotadores”. “O que mais gera desorganização é a passividade às solicitações vindas dos aplicativos sociais, mas geralmente essa percepção vem ao longo do processo de coaching”, finaliza Nicolau, contando que os resultados esperados por quem buscou o trabalho de coaching para essa finalidade foram 100% atingidos na Kasulo.

Um exemplo disso é o que aconteceu com a jornalista Denize Sperafico. Por trabalhar com internet, ela passa horas a fio no universo da web sem perceber. “Quando eu vejo o dia passou e eu não vivi a vida real, fiquei apenas na vida virtual. O coaching me ajudou a organizar melhor meu horário para eu me concentrar naquilo que eu tenho que fazer naquele momento, sem dispersar a minha atenção. O processo de coaching, sem dúvidas, me proporcionou mais foco”, relata Denize.

Sobre Diego Nicolau

O master coach Diego Nicolau é membro da Sociedade Latino-Americana de Coaching (SLAC), certificado pela International Association of Coaching (IAC), pela HR Tools em DiSC, Assess, Assess 360° e Six Seconds. Possui formação acadêmica em Ciências Econômicas, é especializado em Estratégias Empresariais e Gestão Comercial e é sócio na Kasulo Desenvolvimento Humano, empresa que atua com coaching, cursos e palestras nas áreas de liderança, comportamento e comunicação.

Colaboração: Contelle Assessoria