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Um elo entre as empresas paranaenses e alemãs

(Foto: Divulgação) - Um elo entre as empresas paranaenses e alemãs
(Foto: Divulgação)

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha Paraná (AHK Paraná), entidade dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter, reuniu seus conselheiros e imprensa para apresentar a nova diretoria da entidade e explicar efetivamente suas ações e objetivos, além de dar um panorama geral do que as empresas instaladas no Paraná estão fazendo para combater a “crise”.

Fundada em 1973, a AHK Paraná integra uma rede composta por mais de 130 escritórios em 90 países que trabalham em prol do fomento profissional de seus associados e no estimulo ao networking entre diferentes organizações. Com foco no desenvolvimento do Paraná,a AHK Curitiba está entre as cinco melhores e mais completas câmaras bilaterais do Brasil e agrupa empresas de capital ou know how alemão, e companhias brasileiras instaladas no estado com interesses na Alemanha. 

Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos estão entre os objetivos da entidade. Também desenvolve uma série de atividades, como cursos de qualificação e desenvolvimento profissional, organização de congressos, rodadas de negócios, seminários, intermediação de viagens de delegações empresariais, reuniões com grupos de trabalho e auxílio sobre importação e exportação.

Hoje são aproximadamente 200 associados que englobam as mais importantes empresas dos setores automotivo, de energia, gráfica, maquinário, entre outros. Nos últimos anos, as empresas de origem alemã investiram mais de R$ 1,7 bilhão no Paraná. Já em âmbito nacional, são 1400 empresas alemãs, responsáveis por 10% da produção industrial do Brasil e por gerarem aproximadamente 250 mil vagas de trabalho.

Dificuldades

Com um panorama atual desfavorável ao crescimento econômico, Daniel Korioth, Presidente Regional Diesel Systems da Robert Bosch, explica que sua empresa está “hibernando” e investindo em pessoas. “Nós caímos uma década com a crise e vai mais uma década para voltar ao patamar que tínhamos antes. Tudo o que ganhamos, reinvestimos na empresa e hoje estamos focando no capital humano”. Para ele, dois fatores são negativos para o crescimento no Paraná: a falta de previsibilidade, pois “aqui as regras do jogo mudam constantemente”, e os altos custos laborais – “somos 30% mais caros que São Paulo”, enfatiza.

Max Forte, Presidente da Brose do Brasil, complementa e diz que os interesses de longo prazo é que tem que prevalecer, mas enfatiza: “não adianta também só reclamarmos da crise, poisas empresas que são inovadoras crescem mesmo em períodos adversos”.

Nesse gancho, Hans Schorer, Sócio-administrador da Thermacqua, é enfático: “não adianta trazer metalúrgica pra cá. Precisamos trazer empresas que vendam inteligência, serviços de altíssimo valor agregado”, e cita como exemplo o Spa Lapinha, do também conselheiro da AHK, Dieter Brepohl. “Não adianta vender o que já se tem.Precisamos olhar o que tem de melhor no resto do mundo e fazer uma adequação à realidade brasileira, inovar. É isso que o empresariado tem que entender”,conclui Hans.

Futuro

O Presidente da Câmara,Andreas Hoffrichter, visitou 25 empresas de pequeno e médio porte e concluiu pelo que observou: 

  1. Todas as empresas acham que o país vai sair mais forte da crise do que entrou, mas as melhorias só vão acontecer a partir de 2017. 
  2. Essas empresas só estão observando um indicador no momento - o fluxo de caixa, para não ter que emprestar dinheiro e ficar à mercê de juros.
  3. Por fim, as empresas estão segurando investimentos em maquinários e estão investindo em qualificação de funcionários: pessoas fundamentais na retomada de crescimento.