Entrevistas

21°
Máx
17°
Min

Se apaixone por Thays Beleze: uma das apostas do SBT/PR

(Foto: Divulgação) - Se apaixone por Thays Beleze: uma das apostas do SBT/PR
(Foto: Divulgação)

Thays Beleze foi um das últimas contratações da Rede Massa – SBT/PR. A jornalista, natural de Cascavel, é uma das apostas da casa pra trazer mais dinamismo ao jornal da noite. Deu certo. Junto com Eduardo Scola, a dupla tem ajudado a aumentar a audiência no horário.

Além de uma equipe competente por trás, certamente parte do sucesso deve-se ao carisma de Thays. Linda e inteligente, ela é também super simpática (sim, nós da redação da Where estamos apaixonados por ela). Convidamos você a se apaixonar também:

Where Curitiba: Thays, conte um pouco do início: quando e como você decidiu fazer jornalismo? Teve alguma influência?

Thays Beleze: A comunicação sempre foi minha grande paixão. Inclusive a “não verbal”. Desde muito cedo, 5 anos, fui estimulada a me expressar através da dança (ballet) e da escrita (escrevia cartas imensas até para amigos imaginários). Essa era a minha única certeza quando escolhi cursar Jornalismo: a de que poderia passar horas contando histórias, de diferentes maneiras.  O estímulo desde a infância trouxe coragem pra arriscar. Não planejava começar a carreira em televisão, mas foi a primeira oportunidade que apareceu. E eu agarrei! Ainda na universidade participei do prêmio Sangue Novo de Jornalismo. Minha equipe foi premiada na categoria “telejornalismo” e a partir daí fui convidada a fazer entrevistas e testes para trabalhar na RPC/TV Cataratas. Na fronteira, tive a primeira chance de emprego como repórter e, posteriormente, assumi a edição e apresentação. De lá, passei pela RPC/TV Oeste, na sequência Curitiba (Bom Dia Paraná, Paraná TV, Meu Paraná) .

Where Curitiba: Sempre atuou em televisão?

Thays Beleze: Televisão e rádio.

Where Curitiba: Qual foi a reportagem que fez ou que teve que noticiar que mais te marcou?

Thays Beleze: Não existe uma reportagem apenas. Há, claro, situações que me marcam, mas a cada dia tenho a chance de conhecer a riqueza e a singularidade de diferentes pessoas. O ser humano me surpreende, muito mais positivamente, a cada dia. Desde a cobertura dos fatos na tríplice fronteira, até a descoberta dos personagens mais recentes, sempre tive a certeza de que meu papel como jornalista é por holofote nas histórias de gente transformadora, que faz e acontece independentemente do meio em que viva. Gente que nos prove que há humanidade e que o mundo vale a pena. Temos um vácuo, a meu ver, na comunicação que edifica, que traz soluções e aponta saídas.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação) 

Where Curitiba: E qual foi a mais difícil de fazer?

Thays Beleze: Para mim, as tragédias no trânsito são as situações mais complicadas de reportar. Já estive em situações de ser a primeira a chegar ao local de várias mortes e ser a portadora da má notícia para os familiares. Nessa hora, não existe imparcialidade, não existe jornalista, o que existe é um ser humano como qualquer outro, face a face com a realidade e tendo a certeza do quanto a irresponsabilidade mata.

Where Curitiba: Ainda no quesito dificuldade, o que você acha mais difícil em sua carreira?

Thays Beleze: Compreender e “tocar” as tragédias do mundo, sem levá-las pra casa...

Where Curitiba: E o que ela tem de melhor?

Thays Beleze: A possibilidade de buscar soluções, através das pessoas, para as nossas dificuldades. Comunicar o que vale a pena! Ter a oportunidade de levar a público as histórias de gente realmente interessante, das suas lutas  e transformações é, inegavelmente, meu estímulo para seguir no jornalismo.

Where Curitiba: Como é a sua relação com o público? É assediada?

Thays Beleze: É uma relação tranquila e em 99% dos casos de muito respeito. Tiro foto, dou bom dia, paro pra conversar... Acredito que essa relação é parte do meu trabalho. Sempre que posso e que minha vida pessoal permite, dedico meu tempo a quem também dedica seu carinho para mim.

Where Curitiba: Que tipo de cobertura jornalística mais gosta de fazer?

Thays Beleze: Aquelas que envolvam a descoberta e a valorização de pessoas comuns. Para citar alguns exemplos: do porteiro apelidado de “Seo Gentileza”; do jovem paranaense que é ídolo nas escolas do Quênia; o olhar do cadeirante disputado no mercado de trabalho por mudar a acessibilidade em grandes empresas; do casal que resolve realizar o sonho de volta ao mundo após a descoberta de uma doença degenerativa... Acredito realmente no poder de transformação, mesmo que aos poucos, das notícias que envolvam “grandes feitos realizados por pessoas comuns”. Pura realidade, sem necessidade de sensacionalismo ou pitadas de superação. É o palpável, é o real...

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

Where Curitiba:Entrando no metiê da revista: tem algum restaurante preferido?

Thays Beleze: Amooooo comer! Tenho prazer em saborear novos pratos e conhecer ambientes. Meus preferidos em Curitiba: Bobardí, Forneria Copacabana, Terraza 40 e KF Grill.

Where Curitiba:Sabe cozinhar?

Thays Beleze: Não sou exemplo a seguir (risos). Viro-me bem, ninguém passa fome lá em casa, mas não tenho talento para a culinária.

Where Curitiba: Turismo. Algum lugar que visitou e te encantou a ponto de querer voltar?

Thays Beleze: Não há beleza mais encantadora do que Fernando de Noronha. Fui, voltei e voltarei! Londres é “minha casa”. Amo, amo, amo.

York, na Inglaterra, também.

Where Curitiba: E um lugar que gostaria de conhecer?

Thays Beleze: Muuuitos! (nunca tenho só 1, coloco todos na lista de  “coisas a fazer ainda nesta vida”)

Bruges, Bélgica, Praga, na República Tcheca e Grécia.

Where Curitiba: Você assiste TV? O que costuma ver?

Thays Beleze: Sempre! Por necessidade e por hobby também. Além dos jornais de diferentes emissoras, amo documentários. Transito entre programas de história, turismo e humorísticos.

Where Curitiba: Livro de cabeceira?

Thays Beleze: Alguns autores permanecem na cabeceira para serem “revistados”, como Gabriel García Márquez ( Cem anos de Solidão e Memórias de Minhas Putas Tristes) e Clarissa Pinkola Estés (Mulheres que correm com os Lobos). No momento, Lava Jato, de Vladimir Netto e Faça Acontecer, de Sheryl Sandberg.